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terça-feira, 14 de dezembro de 2021

Finalistas do Festival Literário Harmonia e Ritmo 2021

 A Comissão Curadora do Festival Literário Harmonia e Ritmo 2021 selecionou para exibição os vídeos literários abaixo, por ordem alfabética:


Falta de Atenção (João Fontenelle)


Hipertenso (Marcelo Perez)


Você pode ajudar a escolher o melhor vídeo do festival. Basta escrever a palavra “voto” nos comentários da postagem do vídeo no YouTube, no Instagram ou no Facebook, de 15 a 17 de dezembro. Não serão consideradas curtidas e “amei”. Conforme o regulamento, será computado somente um voto por pessoa para cada vídeo, independente do número total de plataformas e redes sociais.


Onde assistir e votar?

Falta de Atenção (João Fontenelle)

YouTube

Instagram

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Hipertenso (Marcelo Perez)

YouTube

Instagram

Facebook - link 1

Facebook - link 2


Comissão Curadora


Vanessa Brandão é doutoranda em Estudos Literários na Unesp, na linha de pesquisa Relações Intersemióticas. É mestra em Letras pela Universidade Federal de Roraima (UFRR), com residência na Universidade de Foggia, na Itália. Pesquisa sobre Literatura, Artes e Cultura Regional, com foco em arte e literatura indígena.


Rafael Pinto é artista visual, analista de Cultura e arte-educador do Sesc em Boa Vista - Roraima, mestre em Propriedade Intelectual pela UFRR. Desde 2016, idealiza e coordena, entre outros projetos, o Programa Sesc Roraima de Artes Visuais e Audiovisual, o Seminário de Arte Contemporânea e o grupo de pesquisa de Acervo de Artes Visuais e Patrimônio do Sesc Roraima. Ainda no Sesc, organiza exposições e programas educativos de artistas locais e nacionais. Desde 2020, integra o Grupo de Pesquisa Artefacto - Laboratório de Pesquisa em Arte e Tecnologias Interativas da UFRR. Tem interesse nas seguintes áreas de investigação: artes visuais, arte e tecnologias, educação em ambientes não formais, arte-educação e seus desdobramentos.


Aldenor Pimentel é doutor em Comunicação, mestrando em Letras, escritor e cineasta. Desde 2016, coordena o Festival Literário Harmonia e Ritmo e o Concurso Literário Internacional Palavradeiros. Tem filmes exibidos em rede nacional de TV e em festivais de cinema nacionais e internacionais.

Para assistir aos vídeos do Festival Literário Harmonia e Ritmo 2020, acesso este link:  

Baixe gratuitamente as antologias do Concurso Literário Internacional Palavradeiros

Palavradeiros II (Antologia do Concurso Literário Internacional Palavradeiros)
Palavadeiros III (Antologia do Concurso Literário Internacional Palavradeiros)
Palavadeiros IV (Antologia do Concurso Literário Internacional Palavradeiros)

terça-feira, 3 de março de 2020

Ainda se tivesse faltando pedaços (Marcelo Perez)

PEREZ, Marcelo. Ainda se tivesse faltando pedaços. Boa Vista: edição do autor, 2014.


Sinopse 
Coletânea poética dividida em três partes: poemas de amor, existenciais e processos de escrita. 

Informações complementares 
Quarto livro da série Máfia do Verso, que publica livros de poemas em coopeativa, em que a venda de uma obra financia a publicação seguinte, de outro autor. Segundo o autor, os poemas deste livro foram escritos entre 1985 e o ano do lançamento da obra.

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terça-feira, 22 de outubro de 2019

O desgaste do tempo nos dentes e outras histórias (Marcelo Perez)

PEREZ, Marcelo. O desgaste do tempo nos dentes e outras histórias. Boa Vista: edição do autor, 2017.



Sinopse 
O livro aborda temas do cotidiano de uma forma imediata. Sem muitos rodeios, as histórias avançam como um flash da realidade, que muitas vezes de tão absurda, parece existir apenas no universo literário. Esse clarão instantâneo revela o mínimo necessário: o embate diário dos personagens em suas vidas condenadas.


Informações complementares 
Segunda livro literário do autor; primeiro de contos.

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Sem grandes delongas (Edgar Borges)
Histórias de monstros e diabruras (Tarsis Tindarsam)

quarta-feira, 27 de março de 2019

Entrevista com o escritor Marcelo Perez

A quinta entrevista da série com escritores de Roraima é com Marcelo Perez.

Graduado em Letras, com habilitação em Literatura, pela Universidade Federal de Roraima (2012), e especialista em Metodologia do Ensino de Artes pela UNINTER – Centro Universitário Internacional (2014), Marcelo Perez, desde 2012, publica o fanzine Receita no Verso, em que é responsável pelas arte, diagramação, organização e distribuição gratuita. 

Tem dois livros publicados: “Ainda se estivesse faltando pedaços”, de poemas (2015) e “O desgaste do tempo nos dentes”, de contos (2017). 

Como se deu seu contato com a leitura?
Meus pais leram contos pra mim. Nós também ouvíamos histórias nos discos. A minha mãe escrevia poemas. Eu também cresci vendo o meu pai lendo revistas e jornais. Depois veio a escola. 

Que livros você mais gostou de ler na vida? De que gêneros, escolas literárias e temas você mais gosta? 
Os livros que me marcaram foram os da coleção Vaga-lume: “A ilha perdida”, “O caso da borboleta Atíria”, “O escaravelho do diabo”, “A turma da rua quinze”, “A serra dos dois meninos”; e “O encontro marcado”, de Fernando Sabino. Adoro contos e poemas. Hoje, por conta da escrita, acabo lendo mais o gênero que estou escrevendo. Não tenho tema preferido. 

Quais são suas influências artísticas?
Adoro Luis Fernando Veríssimo, Fernando Sabino, Caio Fernando Abreu, Ariano Suassuna, Nelson Rodrigues, Mário Bortolotto, Paulo Leminski, Arnaldo Antunes, Edgar Alan Poe, Charles Bukowski, Dostoiévski, Kafka, Tchekhov, J.D. Salinger, Beckett, David Goodis e outros. Esses eu tenho em casa e sempre volto à leitura. Torço pra que minha obra tenha características desses autores. 

Como você avalia o cenário atual da literatura em Roraima?
Muita produção literária, lançamentos de livros por editoras e independentes, saraus, encontros de literatura e coletivos literários. Só posso concluir que estamos diante de um cenário promissor. 

Que trabalhos literários roraimenses você mais admira?
Como publico o fanzine Receita no Verso, leio muitos poemas de diversos poetas. E tem muita gente mandando bem em Roraima! Vale destacar os poemas da Máfia do Verso – Roberto Mibielli, Sony Ferseck, Elimacuxi, Zanny Adairalba e Devair Fiorotti. Também curto muito os poemas de Brendo Vieira Santos, Jaime Brasil, Sâmia Araújo. Na prosa, destaco Meia Pata, de Ricardo Dantas; Índios em busca pela vida, de José Vilela de Moraes e os contos do Livrinho da Silva, do Aldenor Pimentel. 

O que você diria sobre a nova geração de escritores de Roraima? 
Ela traz a diversidade de temas. As paisagens do estado não são mais o foco. Eu me enquadro nessa nova geração. 

Quais são seus objetivos, como escritor? 
Quero publicar e ser lido. 

Quais os momentos mais marcantes da sua carreira? 
Quando lancei meu primeiro livro, “Ainda se estivesse falando pedaços”, de poemas, pela Máfia do verso, em 2015. Ali percebi que já havia um caminho e que não dava mais pra voltar atrás. 

Como você caracteriza os textos que produz? 
Eu escrevo sobre o que vivencio. Considero minha escrita autobiográfica. 

Como é o seu processo de criação? 
Caos total. Com poemas, rascunho palavras, frases, vou perseguindo uma forma e quando percebo tô enfurnado na escrita desse caos. Os contos do meu livro “O desgaste do tempo nos dentes” surgiram a partir da observação de pinturas expressionistas. Assim surgiu a ideia, eram microcontos. Depois, a cada leitura eu avançava um pouco e quando vi minha vida tava ali, dando sentido às histórias. O novo livro de contos vem da observação do universo escolar. As situações, personagens e a minha identificação com eles foram o ponto de partida.

O que o inspira a escrever? Quais são seus temas mais recorrentes? 
Escrevo sobre essa vida transtornada, essa rotina veloz que tenta a todo o momento me confundir. 

Fale sobre os livros que você publicou. 
“Ainda se estivesse faltando pedaços”, publicado pela Máfia do Verso em 2015, foi o que me afirmou a identidade de escritor. Mesmo já reconhecendo a presença constante da escrita no meu cotidiano, o convite feito por outros escritores para a publicação dessa obra foi marcante. Reuni poemas de épocas distintas da minha vida, desde a adolescência até o ano da publicação, em 2015. “O desgaste do tempo nos dentes” foi independente, fruto da minha experiência com a publicação do fanzine Receita no Verso, fiz a capa, a diagramação, parte da revisão. É um livro que tenho muito carinho por ele. 

Como você tem conseguido viabilizar financeiramente a publicação dos seus trabalhos? 
Como disse, o livro de poemas foi publicado pela Máfia do Verso e o de contos, “O desgaste do tempo nos dentes” foi independente. O fanzine Receita no Verso distribuo gratuitamente. 

Quais são seus projetos futuros? 
Tenho dois livros na fase de criação de capa. Um livro de poemas com o título provisório “Me arrebenta por dentro quando penso” e um de contos, com o título provisório “Entre tribos e atritos”. O de contos foi resultado da Bolsa de Criação Literária, projeto aprovado pela FUNARTE em 2012, no qual fui contemplado para criar 20 contos.

Outras entrevistas da série com escritores de Roraima
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