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terça-feira, 19 de março de 2019

terça-feira, 20 de novembro de 2018

Roraima: livros artesanais

Conheça algumas iniciativas em Roraima que não dependem de editora tradicional para tornar possível a publicação de livros literários: 


Maricota Cartonera 

Lançado em 2016 pela poeta Zanny Adairalba, o selo editorial independente ‘Maricota Cartonera’ é a primeira editora cartonera de Roraima. O selo independente tem como finalidade difundir a produção literária alternativa de forma sustentável, a partir da reutilização do papelão para a encadernação de livros. A editora publicou livros artesanais da própria idealizadora do selo, além de outros autores. 

Na técnica cartonera, a capa do livro é feita artesanalmente, com caixa de papelão reutilizada, pintada e costurada à mão. O conteúdo interno é o mesmo em todos os livros, mas as capas nunca se repetem, o que torna cada exemplar único. 

A primeira obra lançada foi o livro de poemas 'Carrossel Agalopado' (2016), de Zanny Adairalba. Também lançada pela editora, a antologia ‘Palavradeiros’ reuniu poemas e contos finalistas do Concurso Literário Aldenor Pimentel 2016, atual Concurso Literário Internacional Palavradeiros, além de textos de escritores convidados. 


Neto Freitas 

Nascido em Boa Vista, o poeta e acadêmico de Letras/Literatura da Universidade Federal de Roraima (UFRR) Neto Freitas fez, com as próprias mãos, os seus dois livros: ‘Poemas sociais, regionais e banais’ (2017) e ‘Resistirmos’ (2018). 


Coletivo Ecoecoa 

Formado pelos escritores gaúchos Manatit e Mishta Ecoaecoa, o coletivo produziu de forma independente dez livretos no premiado projeto RPG Comunativo. Recentemente, lançou a trilogia poética ‘Sem Início Sem Fim’, composta pelas obras: ‘Chile Verde’, ‘Poemas Insones’ e ‘Silvo de Silêncio’.

Vc conhece outra iniciativa de produção de livros artesanais em Roraima?

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quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

Literatura de cordel em Roraima

Tem cordel em Roraima? Tem sim, senhor!

No Brasil, a literatura de cordel é logo associada ao Nordeste. Mas no extremo Norte do País também é possível encontrar a arte de imprimir e vender histórias populares penduradas em cordéis, manifestação de origem portuguesa renascentista.

Xarute (centro), com Mestre Afonso e Cláudio Lavor, durante produção
do documentário Mestres dos Nossos Saberes. Foto: Lucy Ferraz
De acordo com o trabalho acadêmico Literatura de cordel no contexto roraimense, de Letícia Soares e Roberto Mibielli, o cordel começou a ser produzido em Roraima em 1992, com a história As Desventuras do Pobre, de Xarute. Mas a comercialização mesmo só teria começado por aqui em 2007.


Natural do Ceará, onde mora atualmente, quando vivia em Roraima, Xarute já foi até tema de documentário (Xarute – um olhar sobre o Cordel, dirigido por Cláudio Lavor e Márcio Sergino).

Entre os cordelistas de Roraima, podem ser citados também nomes como: Otaniel Mendes, Francelir Alves, Lindomar Bach, Aroldo Pinheiro, João Batista Fontenelle, Chiquinho Santos, Mestre Egídio, Ducarmo Souza, Evangelista Lima, Zanny Adairalba e Rodrigo de Oliveira. Abaixo, um pouco mais sobre alguns deles.

Otaniel Mendes

Maranhense, atualmente mora no Cantá (RR). Primeiro lugar na modalidade Interpretação, em 2006, em Roraima, no Concurso Sesi de Poesia (Conpoesi), é autor de cordéis como: A Vida de Cutião (2008) e Roraima Terra Bendita (2009).



Lindomar Bach
Artista visual e poeta, já lançou cerca de dez livros e divulgou seu trabalho em vários países da América latina, como a República Dominicana e o Haiti. Além de ter publicado Brasas Vivas, prepara o lançamento dos cordéis: Mecejana. Ontem, Hoje e Sempre; Nosso Lixo de Cada Dia; e Roraima! Terra que Amo. Essas três obras também serão ilustradas por Bach e publicadas no selo editorial Canto da Terra, criado pelo próprio escritor para lançar obras suas e de outros cordelistas.


Rodrigo de Oliveira 
Pernambucano, neto de poeta popular e irmão de cordelista, Rodrigo de Oliveira é professor de Ciências Biológicas da Universidade Estadual de Roraima (UERR), e estreou na literatura de cordel em 2008, em Roraima, com a história O Código Macunaíma – Encontro de Makunaima com Mário de Andrade (2008). É autor também de: O Inesquecível Monsenhor Lins (2008), Lavradeiro (2009), O ET de São João da Baliza (2009), O Encontro de Makunaima com Ajuricaba, Pelos Campos do Rio Branco (2010), O Encontro de Makunaima com o Trio Roraimeira (2010), Ao Nobre Evangelista, O Baile do Judeu, adaptado da obra de Inglês de Souza, e Cordel para Ensino de Botânica (2013). É autor do blog Ciência Cordel. Seus textos podem ser encontrados ainda no site Recanto das Letras.

Zanny Adairalba 
Pernambucana, Zanny Adairalba acumula em seu currículo diversos prêmios por suas criações poéticas e musicais. É autora da coleção de cordéis Bota pra Ler, com títulos como: Calango, o Almoço da Cerca; Eclipse, a Origem de Macunaima; Boa Vista, a Cidade que Nasceu de uma Paixão. No ano passado, foi a única de Roraima a ganhar o 5º Prêmio Culturas Populares, recebendo o título de mestra da cultura popular.


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