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quinta-feira, 28 de março de 2019

Meia Pata (Ricardo Dantas)

DANTAS, Ricardo. Meia Pata. São Paulo: Kazuá, 2013.



Sinopse 
No final da década de 80, o biólogo Daniel Silva viaja para estudar a maior diversidade ecológica do planeta. Com uma equipe de trabalhadores formada com mão de obra local, embrenha-se na mata fechada, traiçoeira e perigosa, e é submetido a todo tipo de situação: de um romance inusitado e místico com uma linda indígena Macuxi a um embate por território e respeito com a maior predadora da floresta, a onça-pintada. 

Informações complementares 
O livro foi referência nos vestibulares UFRR 2017 e 2018. A obra tem duas versões: uma adulta e outra juvenil. O romance marca o início do movimento literário Bioarte.

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quinta-feira, 12 de julho de 2018

A literatura de Roraima tá bem na fita!

Cristino Wapichana e Ina Carolina, no 59º Prêmio Jabuti
Crédito: acervo Jaime Brasil Filho
Né nada, não! Mas a literatura de Roraima vive seu melhor momento, recheado de prêmios nacionais e internacionais. Só pra citar alguns: pela primeira vez, ganhamos o Prêmio Jabuti, o mais mais da literatura brasileira.

E foi vitória em dose dupla: em 2017, Roraima levou o Jabuti na categoria Infantil, com o livro A Boca da Noite, de Cristino Wapichana, e na categoria Infantil Digital, com o livro coletivo Kidsbook Itaú Criança, que teve ilustrações de Ina Carolina. 

Revelado em 2007 no 4º Concurso FNLIJ Tamoios, da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil, Cristino Wapichana bombou também em 2017 no Peter Pan e na categoria melhor livro para crianças da FNLIJ, ambos com A Boca da Noite. Recentemente, o escritor wapichana Kamuu Dan também foi destaque do Concurso Tamoios por duas vezes. 

Além disso, Roraima tem pelo menos dois livros publicados em outras línguas: A Boca da Noite ganhou versão em Sueco e Dinamarquês; e Os Bravos de Oixi, de José Vilela, já havia sido publicado em Italiano em 1995. 

Aliás, nunca tivemos tantos livros publicados: em formato digital (ebook) e impresso, de forma independente, por editoras tradicionais ou via editais de cultura nacionais, tais como os livros Sem Grandes Delongas, de Edgar Borges, e Terreiro de Makunaima, de Jaider Esbell, publicados com recursos do programa Bolsas de Fomento à Literatura, e Sons, Imagens e Gestos, de Ernandes Dantas, publicado pelo Edital Microprojetos Mais Cultura na Amazônia Legal. 

Devair Fiorotti e seu livro de poemas Urihi
Nos últimos anos, as instituições públicas de ensino superior de Roraima (UFRR, UERR, IFRR) têm inserido obras locais no conteúdo programático para o vestibular: A Mulher do Garimpo, de Nenê Macaggi, O Guru da Floresta, de José Vilela, Meia Pata, de Ricardo Dantas, Amor para Quem Odeia, de Eli Macuxi, Conversando com Guillermo e O Homem de Barlovento, de Bruno Garmatz, e Urihi: Nossa Terra, Nossa Floresta, de Devair Fiorotti.

Para finalizar, nossas esperanças estão na pós-graduação das universidades de Roraima. A Especialização em Língua Portuguesa e Literatura da Universidade Estadual produziu pesquisas sobre cerca de 20 escritores locais. A expectativa é que esse trabalho seja até o fim de 2018 transformado em material técnico para ser utilizado nas escolas de Ensino Fundamental e Médio de Roraima em estudos das questões culturais regionais. Além disso, o Mestrado em Letras da Universidade Federal tem entre as dissertações já produzidas pesquisas sobre literatura local. 

Fala a verdade: não é pra ficar confiante?

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terça-feira, 26 de junho de 2018

E-book: a literatura de Roraima na era digital

Alguns escritores de Roraima se aventuraram pelo mundo digital e publicaram livros exclusivamente em formato e-book. Saiba mais sobre essas produções:


Zeca Preto 

O filho de dona Neusa, menino, compositor, preto, poeta, como diz a canção, Zeca Preto, além de ser autor do livro de poemas Beiral (1987), publicou duas obras em formato digital: Poemas Acorrentados (2013) e Traços e Amores (2015). Ambos os e-books já foram disponibilizados pelo autor gratuitamente na internet.  

Segundo o prefaciador da obra, José Maria de Souza Lima, em Poemas Acorrentados, “o amor irrompe , se despe telúrico, lúdico, contraditório e concreto. Faz do homem e da mulher o que eles realmente são: o incompleto que se encontra e se realiza em tudo, o universo da vida e do amor, como os seres, como as coisas”. 

Agora, com autorização do poeta, você pode baixar sem custo o e-book Poemas Acorrentados. Basta clicar neste link. Afinal, como está expresso no próprio livro, “Os direitos desta Obra, não estão reservados a nenhuma editora, podendo portanto ser copiada, recortada, divulgada e reproduzida à vontade.” 

Viva Zeca Preto! 


Tarsis Magellan 

Autor de Histórias de Monstros e Diabruras (2011), obra que assinou com o pseudônimo de Tarsis Tindarsam, Tarsis Magellan publicou também o e-book Unicelular, uma história de suspense, espionagem industrial, investigação e crime. Segundo o autor, apesar de também haver elementos científicos em sua essência, parte da narrativa foi inspirada em um caso supostamente real. 

No Wattpad, plataforma onde foi publicado originalmente, Unicelular já ultrapassou 100 mil leituras. É o quarto livro mais vendido na Amazon na seção Engenharia Genética. Para adquirir o livro, acesse aqui

SINOPSE 
Rosa Villar, agente da Abin, é chamada às pressas para investigar o envenenamento do filho de uma influente jornalista americana que estava de férias, numa das belas praias do Brasil. O que Rosa não imaginava é que o bem-estar da criança estaria ligado a membros do alto escalão da embaixada dos Estados Unidos. Caso a cura não seja encontrada a tempo, problemas diplomáticos surgirão entre os dois países. 

Envolta em uma teia de mentiras, conspirações, segredos corporativos e inúmeras mortes, Rosa deve descobrir os mistérios escondidos em um lugar onde não só o homem, mas também a natureza serão seus piores inimigos. 


Edgar Borges 

Antes de publicar o livro Sem Grandes Delongas (2011), Edgar Borges lançou o e-book Roraima Blues (2008), pela editora Minguante. Ambos os livros reúnem microcontos. Atualmente, o livro digital não está mais disponível na internet. 


Ricardo Dantas

Autor do romance Meia Pata, sucesso de vendas e referência nas edições 2017 e 2018 do Vestibular da UFRR, Ricardo Dantas lançou recentemente o e-book As Aventuras de Jota Cabeça e seus Guachebas (2018), quinto livro mais vendido na Amazon na seção Humor Negro. Para adquirir o livro, acesse aqui

As Aventuras de Jota Cabeça e seus Guachebas é a história de um homem, um mito, uma lenda. Jota Cabeça, da Galileia! Um personagem destemido e aventureiro. Um homem que com sua inteligência, coragem e carisma reuniu a galera mais pirada do Império Romano: Pet, o Bravo, fiel escudeiro de Jota; Juanito, o Justo, conselheiro de assuntos gerais fora de alcance de entendimento do herói; Zoinho, o Cuca, cozinheiro especial dos peregrinos “laricados”; X-9 Scariotes, o Confiável, braço direito e braço esquerdo de Jota Cabeça; e finalmente Marijuana, a Gostosa, porque uma história só com macho não tem graça alguma!

terça-feira, 15 de maio de 2018

A onça na literatura de Roraima


Situada no topo da cadeia alimentar, a onça-pintada é personagem importante de muitas histórias criadas em Roraima, publicadas ou não.

Conheça algumas obras literárias com aparições desse felino, em maior ou menor grau, e saiba como ele foi retratado em cada um desses livros.

A Onça e o Fogo (Cristino Wapichana)
Em A Onça e o Fogo (2009), história baseada em uma lenda indígena, a onça é uma espécie de anti-heroína. Ou seja, seus defeitos são mais acentuados que suas qualidades, sem que isso a torne vilã da narrativa. Prepotente, arrogante e egocêntrica, desafia o fogo, na certeza de que ela é mais forte.

O Guru da Floresta (José Vilela)
Em O Guru da Floresta (2013), a onça macho é a vilã, que rivaliza com o protagonista, um guariba-vermelho. Não satisfeito com apenas uma noiva, o felino quer também a irmã dela, noiva do guariba Macaco Pancoso. E, para isso, a onça macho está disposta a qualquer armação.

Meia Pata (Ricardo Dantas)
Em Meia Pata (2013), a onça-pintada não chega a ser vilã, mas é oponente do protagonista, um pesquisador da biodiversidade amazônica. Ela representa as forças da natureza que o homem deve enfrentar, para alcançar seus objetivos.

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quinta-feira, 12 de abril de 2018

Livros de Roraima em vestibulares


Ao lado de clássicos da literatura nacional, livros de Roraima já foram referência em vestibulares. Segundo a Comissão Permanente de Vestibular (CPV) da Universidade Federal de Roraima (UFRR), de 2014 até hoje, quatro obras entraram para a lista.

Confira!

A Mulher do Garimpo (Nenê Macaggi)

Até agora, A Mulher do Garimpo (1976), de Nenê Macaggi, foi referência em vestibulares UFRR de 2014 a 2015. 


Publicado originalmente na década de 70, pela Imprensa Oficial do Amazonas, e relançado em 2012, em Boa Vista, o romance A mulher do Garimpo é considerado o marco inicial da produção literária em Roraima. A obra descreve as dificuldades da vida dos garimpeiros, discute a demarcação dos territórios, aponta problemas decorrentes da migração e questões indígenas. Aborda ainda a situação das viúvas do garimpo, a prostituição alastrada, como único meio de sobrevivência, e a morte precoce dos filhos. 


Amor para quem odeia (Eli Macuxi)


Lançado em 2013, o livro reúne poemas sobre o amor, anteriormente publicados no blog elimacuxi, poesia pura.


Foi referência nas edições de 2017 e 2018 do vestibular.



Meia Pata (Ricardo Dantas)

Também lançado em 2013, junto com Amor para quem odeia, de Eli Macuxi, foi referência nos vestibulares UFRR 2017 e 2018.

Na história, no final da década de 80, o biólogo Daniel Silva viaja para estudar a maior diversidade ecológica do planeta. Com uma equipe de trabalhadores formada com mão de obra local, embrenha-se na mata fechada, traiçoeira e perigosa, e é submetido a todo tipo de situação: de um romance inusitado e místico com uma linda indígena Macuxi a um embate por território e respeito com a maior predadora da floresta, a onça-pintada. 


O Guru da Floresta (José Vilela)

O Guru da Floresta, de José Vilela, também foi lançado em 2013 e foi referência nos vestibulares UFRR 2015 e 2016.

O romance conta a história do irreverente Macaco Pancoso, um guariba-vermelho que nasceu e se criou na mata fechada, no tempo em que os bichos falavam. 

Metido a ecologista, ele se intitulava defensor implacável dos Direitos dos Animais e arrumou briga com meio mundo para cumprir sua missão.


E você já leu algum desses livros? O que achou? Comente aí!


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quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

Literatura de Roraima é destaque em mapeamento da produção independente brasileira

Informações sobre poetas e escritores de Roraima podem ser encontradas na página do mapeamento da produção gráfica e literária independente no Brasil. Entre os dados que on-line estão os dos seguintes autores: Aldenor Pimentel, Devair Fiorotti, Eli Macuxi e Ricardo Dantas. Está ainda prevista a divulgação de informações sobre nomes como Eliakin Rufino, George Farias, Jaime Brasil, Roberto Mibielli e Sony Ferseck.

O poeta Devair Fiorotti foi o primeiro autor
de Roraima a ser destaque no mapeamento.
O mapeamento é a primeira etapa de trabalhos da e-cêntrica, iniciativa que busca alternativas para a circulação da produção gráfica e literária independente no País. Entre os dados disponíveis estão: publicações, biografia do artista, canais de divulgação e contato.

A primeira etapa do levantamento encerrou no primeiro semestre de 2017, mas a coleta de dados continua. Foram mapeados autores, editoras e coletivos. O mapeamento é coordenado pela Casa da Cultura Digital (GO), com o apoio da Lei Goyazes.

Os interessados podem fornecer informações ao mapeamento neste link.

Leia também:

Para ler resenhas de livros de Roraima, acesse: