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sexta-feira, 27 de agosto de 2021

Literatura e cinema: livros de Roraima que viraram filme (ou o contrário)

Roraima tem alguns exemplos de histórias que nasceram em forma de livro e viraram filme. O contrário também aconteceu. Vamos a eles!

Não existem heróis
O documentário, lançado em 2014 e dirigido por Luiz Cláudio C. Duarte, é inspirado no livro autobiográfico O beijo da dependência química, publicado em 2006, que chegou, no mínimo, à segunda edição. No livro, Darkson Correa Mota relata seu envolvimento com o tráfico de drogas em Boa Vista, nos anos 90.

O documentário foi produzido com recursos da Lei Estadual de Incentivo à Cultura e circulou pelos Estados da Amazônia Legal, além do Piauí, dentro da programação do Sesc Amazônia das Artes 2015, realizado pelo Sesc.

A inacreditável história do milho gigante
A história nasceu em forma de cordel, lançado em 2019, e em 2021 virou filme de animação, ambos escritos e/ou dirigidos por Aldenor Pimentel. O filme foi produzido pela Platô Filmes, com recursos da Lei Aldir Blanc, por meio do Edital n. 002 – Prêmio Laucides Oliveira de Audiovisual, da Secretaria de Estado da Cultura (Secult), de Roraima, e deve estrear ainda neste ano.

No enredo, uma pequena formiga encontra um milho gigante no meio do lavrado. É quando o Tamanduá aparece e se dispõe a cuidar do alimento, enquanto ela busca ajuda dos parentes para levar o milho até o formigueiro. Aí surge o dilema: a formiga confiará no seu maior predador?

Remanescente das Sombras
Este é o único título da lista a fazer o caminho inverso: do cinema para as páginas de um livro. A versão cinematográfica foi produzida de forma independente e dirigida por Alex Pizano, em 2009. Bruno Garmatz, que atuou no filme como vilão, transformou a história em livro, lançado em 2018.

Na história, uma caçada humana que já dura mais de 60 anos a um criminoso de guerra, transforma Boa Vista no palco para um sangrento confronto entre forças da Policia Federal e uma poderosa organização criminosa de proporções internacionais.

Para assistir ao filme do começo ao fim, clique aqui.

E aí, conhece algum outro livro de Roraima que virou filme? E o inverso?

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quinta-feira, 10 de outubro de 2019

Escolhas erradas (B. C. Garmatz)

GARMATZ, Bruno Cláudio. Escolhas erradas. Curitiba: Artes & Textos, 2013.



Sinopse 
Novela romanceada, ambientada no Sul e Centro-Oeste do Brasil, na época da emancipação da região com o nascimento do Estado do Mato Grosso do Sul. Os temas centrais da trama são a migração gaúcha, o surgimento das pequenas cidades em torno das fazendas com o Paraguai e a corrupção envolvendo empresários e políticos.

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quinta-feira, 6 de junho de 2019

Remanescente das sombras (Bruno Garmatz)

GARMATZ, Bruno. Remanescente das sombras. Curitiba: Artes & Textos, 2018.


Sinopse 
Quando percebeu que o sonho do III Reich de Hitler chegava ao fim com a rendição incondicional, o jovem médico e capitão da SS, Emerich Hermann, que servira nos Campos de Concentração de Treblinka, Auschwitz e Belzig, realizando experiências genéticas com seres humanos, tratou de fugir.

Informações complementares 
Versão literária do roteiro do filme homônimo, de Alex Pizano e Farley dos Santos, em que o autor do livro atuou como vilão.

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quinta-feira, 9 de maio de 2019

O Homem de Barlovento (Bruno Garmatz)

GARMATZ, Bruno. O Homem de Barlovento. Curitiba: Artes&Textos, 2013.



Sinopse 
Até onde estamos preparados para conviver com o sobrenatural? A busca por compreender a experiência mística que teve faz Maurício refazer uma viagem à Venezuela. 

Informações complementares 
O livro foi referência nos vestibulares 2019 e 2020 da Universidade Federal de Roraima. Primeiro romance do autor.

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quinta-feira, 12 de julho de 2018

A literatura de Roraima tá bem na fita!

Cristino Wapichana e Ina Carolina, no 59º Prêmio Jabuti
Crédito: acervo Jaime Brasil Filho
Né nada, não! Mas a literatura de Roraima vive seu melhor momento, recheado de prêmios nacionais e internacionais. Só pra citar alguns: pela primeira vez, ganhamos o Prêmio Jabuti, o mais mais da literatura brasileira.

E foi vitória em dose dupla: em 2017, Roraima levou o Jabuti na categoria Infantil, com o livro A Boca da Noite, de Cristino Wapichana, e na categoria Infantil Digital, com o livro coletivo Kidsbook Itaú Criança, que teve ilustrações de Ina Carolina. 

Revelado em 2007 no 4º Concurso FNLIJ Tamoios, da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil, Cristino Wapichana bombou também em 2017 no Peter Pan e na categoria melhor livro para crianças da FNLIJ, ambos com A Boca da Noite. Recentemente, o escritor wapichana Kamuu Dan também foi destaque do Concurso Tamoios por duas vezes. 

Além disso, Roraima tem pelo menos dois livros publicados em outras línguas: A Boca da Noite ganhou versão em Sueco e Dinamarquês; e Os Bravos de Oixi, de José Vilela, já havia sido publicado em Italiano em 1995. 

Aliás, nunca tivemos tantos livros publicados: em formato digital (ebook) e impresso, de forma independente, por editoras tradicionais ou via editais de cultura nacionais, tais como os livros Sem Grandes Delongas, de Edgar Borges, e Terreiro de Makunaima, de Jaider Esbell, publicados com recursos do programa Bolsas de Fomento à Literatura, e Sons, Imagens e Gestos, de Ernandes Dantas, publicado pelo Edital Microprojetos Mais Cultura na Amazônia Legal. 

Devair Fiorotti e seu livro de poemas Urihi
Nos últimos anos, as instituições públicas de ensino superior de Roraima (UFRR, UERR, IFRR) têm inserido obras locais no conteúdo programático para o vestibular: A Mulher do Garimpo, de Nenê Macaggi, O Guru da Floresta, de José Vilela, Meia Pata, de Ricardo Dantas, Amor para Quem Odeia, de Eli Macuxi, Conversando com Guillermo e O Homem de Barlovento, de Bruno Garmatz, e Urihi: Nossa Terra, Nossa Floresta, de Devair Fiorotti.

Para finalizar, nossas esperanças estão na pós-graduação das universidades de Roraima. A Especialização em Língua Portuguesa e Literatura da Universidade Estadual produziu pesquisas sobre cerca de 20 escritores locais. A expectativa é que esse trabalho seja até o fim de 2018 transformado em material técnico para ser utilizado nas escolas de Ensino Fundamental e Médio de Roraima em estudos das questões culturais regionais. Além disso, o Mestrado em Letras da Universidade Federal tem entre as dissertações já produzidas pesquisas sobre literatura local. 

Fala a verdade: não é pra ficar confiante?

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quarta-feira, 20 de setembro de 2017

O Homem de Barlovento: um tesouro oculto

Até onde estamos preparados para conviver com o sobrenatural? Essa pergunta abre o texto da contracapa do livro O Homem de Barlovento, de Bruno Garmatz. Mas, ainda que central, a questão acima talvez não seja suficiente para traçar um panorama desejável da obra, que mescla romance e mistério.

Lançado em 2013, O Homem de Barlovento é o primeiro livro de ficção do autor e já foi tema de trabalhos científicos, inclusive uma dissertação de mestrado, publicados nas línguas Portuguesa e Espanhola. Nascido em Ibirubá (RS), Bruno Garmatz mora em Boa Vista desde 1988. É ainda autor do romance Escolhas Erradas (2013) e dos livros-reportagens Conversando com Guillermo (2007) e Monte Roraima – a morada de Makunaima (2013). Conversando com Guillermo já foi adotado como livro de referência no vestibular da Universidade Federal de Roraima.

A história começa com o primeiro encontro de Mauricio e Luisa, romance que o autor retoma nos últimos capítulos. Entre esses dois momentos, a obra relata a experiência mística que teve o protagonista, ali pelo quinto capítulo, e sua aventura para entender o que se passou.

Além do enredo romântico e do tom espiritualista, outro elemento marca a narrativa: o turismo. O enredo viaja por Goiás, Boa Vista e Venezuela, com profundas descrições de atrativos históricos, culturais e turísticos. Tanto que o leitor pode até se questionar se os lugares paradisíacos são o cenário da história ou é a história um pretexto para as deslumbradas descrições. Talvez esta seja a mais clara manifestação na obra do lado jornalista do autor. Finda a leitura, dificilmente a pessoa não quererá conhecer pessoalmente as belezas retratadas, como agora alimento o desejo de viver a experiência de contato com a neve venezuelana.

Minha indicação? A mesma do prefaciador da obra: ‘Leia este livro do início ao fim’. Do contrário, dificilmente entenderá o porquê do cacau na capa ou qual a relação entre a história de amor dos protagonistas e o inusitado encontro de um deles com o Homem de Barlovento.

GARMATZ, Bruno. O homem de Barlovento. Curitiba: Artes&Textos, 2013.

Obs.: um exemplar de O homem de Barlovento foi doado pelo autor a este blogueiro. Agora, após a leitura e a presente resenha, a obra deve compor o acervo do Espaço de Leitura e Pesquisa em Artes Aldenor Pimentel, do Espaço Cultural Harmonia e Ritmo, em Boa Vista (RR).

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