quarta-feira, 4 de julho de 2018

Músicas em homenagem a Chico Mendes

Vamos de música? Afinal, este blog se chama ArteLeituras...

Há tempos penso em postar as obras de arte abaixo, todas em homenagem ao líder serigueiro, mas sempre fui deixando pra depois...


1. Cuando los Ángeles Lloran (Maná)


É a mais famosa (mundialmente)!



2. O seringueiro (Zé Geraldo)


Uma poesia da MPB!

Do mesmo autor/intérprete de clássicos, como Senhorita ("Minha meiga senhorita"), Cidadão ("Tá vendo aquele edifício, moço?"), Milho Aos Pombos ("Isso tudo acontecendo e eu aqui na praça dando milho aos pombos), Como Diria Dylan (Meu amigo, meu compadre, meu irmão, escreva sua história pelas suas próprias mãos"), entre tantas outras.



3. Xapuri (George Farias e Eliakin Rufino, gravada por Euterpe)


Uma homenagem roraimense de dar orgulho! 

A versão na voz de Euterpe, pode ser ouvida neste link.

A música Xapuri me inspirou a escrever o conto Novos Franciscos, publicado  na revista Marinatambalo e no livro 'Do Nascimento ao Epitáfio'. A história foi ainda selecionada pelo Concurso Literário Internacional “Natureza 2017-2018”. Para ler o conto, acesse aqui.

4. Ao Chico (Tião Natureza)

Uma canção visceral! 

Desta lista, a que conheço há menos tempo (sugestão do meu amigo acriano Jeronymo Artur).


Gostou das canções? Conhecia todas?

Quem souber de outras sobre Chico Mendes comenta.

Músicas inspiradoras nunca são demais para os meus ouvidos...

terça-feira, 26 de junho de 2018

E-book: a literatura de Roraima na era digital

Alguns escritores de Roraima se aventuraram pelo mundo digital e publicaram livros exclusivamente em formato e-book. Saiba mais sobre essas produções:


Zeca Preto 

O filho de dona Neusa, menino, compositor, preto, poeta, como diz a canção, Zeca Preto, além de ser autor do livro de poemas Beiral (1987), publicou duas obras em formato digital: Poemas Acorrentados (2013) e Traços e Amores (2015). Ambos os e-books já foram disponibilizados pelo autor gratuitamente na internet.  

Segundo o prefaciador da obra, José Maria de Souza Lima, em Poemas Acorrentados, “o amor irrompe , se despe telúrico, lúdico, contraditório e concreto. Faz do homem e da mulher o que eles realmente são: o incompleto que se encontra e se realiza em tudo, o universo da vida e do amor, como os seres, como as coisas”. 

Agora, com autorização do poeta, você pode baixar sem custo o e-book Poemas Acorrentados. Basta clicar neste link. Afinal, como está expresso no próprio livro, “Os direitos desta Obra, não estão reservados a nenhuma editora, podendo portanto ser copiada, recortada, divulgada e reproduzida à vontade.” 

Viva Zeca Preto! 


Tarsis Magellan 

Autor de Histórias de Monstros e Diabruras (2011), obra que assinou com o pseudônimo de Tarsis Tindarsam, Tarsis Magellan publicou também o e-book Unicelular, uma história de suspense, espionagem industrial, investigação e crime. Segundo o autor, apesar de também haver elementos científicos em sua essência, parte da narrativa foi inspirada em um caso supostamente real. 

No Wattpad, plataforma onde foi publicado originalmente, Unicelular já ultrapassou 100 mil leituras. É o quarto livro mais vendido na Amazon na seção Engenharia Genética. Para adquirir o livro, acesse aqui

SINOPSE 
Rosa Villar, agente da Abin, é chamada às pressas para investigar o envenenamento do filho de uma influente jornalista americana que estava de férias, numa das belas praias do Brasil. O que Rosa não imaginava é que o bem-estar da criança estaria ligado a membros do alto escalão da embaixada dos Estados Unidos. Caso a cura não seja encontrada a tempo, problemas diplomáticos surgirão entre os dois países. 

Envolta em uma teia de mentiras, conspirações, segredos corporativos e inúmeras mortes, Rosa deve descobrir os mistérios escondidos em um lugar onde não só o homem, mas também a natureza serão seus piores inimigos. 


Edgar Borges 

Antes de publicar o livro Sem Grandes Delongas (2011), Edgar Borges lançou o e-book Roraima Blues (2008), pela editora Minguante. Ambos os livros reúnem microcontos. Atualmente, o livro digital não está mais disponível na internet. 


Ricardo Dantas

Autor do romance Meia Pata, sucesso de vendas e referência nas edições 2017 e 2018 do Vestibular da UFRR, Ricardo Dantas lançou recentemente o e-book As Aventuras de Jota Cabeça e seus Guachebas (2018), quinto livro mais vendido na Amazon na seção Humor Negro. Para adquirir o livro, acesse aqui

As Aventuras de Jota Cabeça e seus Guachebas é a história de um homem, um mito, uma lenda. Jota Cabeça, da Galileia! Um personagem destemido e aventureiro. Um homem que com sua inteligência, coragem e carisma reuniu a galera mais pirada do Império Romano: Pet, o Bravo, fiel escudeiro de Jota; Juanito, o Justo, conselheiro de assuntos gerais fora de alcance de entendimento do herói; Zoinho, o Cuca, cozinheiro especial dos peregrinos “laricados”; X-9 Scariotes, o Confiável, braço direito e braço esquerdo de Jota Cabeça; e finalmente Marijuana, a Gostosa, porque uma história só com macho não tem graça alguma!

domingo, 3 de junho de 2018

Sessões coletivas de autógrafos de escritores roraimenses no II Sesc Literatura em Cena

Imagina cerca de 20 escritores de Roraima, ao mesmo tempo, no mesmo lugar, disponíveis para bater aquele papo gostoso com os leitores, que poderão ainda adquirir livros direto com o autor... 

Serão três sessões de autógrafos, uma por dia, em diferentes horários (manhã, tarde e noite), pra todo mundo poder participar. 

Os horários 
Tarde 
Quarta (6/06), das 16h às 17h30 

Noite 
Quinta (7/06), das 19h às 20h30 

Manhã 
Sexta (8/06), das 10h às 11h30 

Escritores que confirmaram presença nas sessões de autógrafos (por ordem alfabética) 

Aldenor Pimenel: natural de Boa Vista (RR), é jornalista e escritor. Teve o projeto de circulação literária ‘Literatura a Caminho’ aprovado no Rumos Itaú Cultural 2017-2018 e o romance 'Eldorado de Brisa' selecionado para publicação em edital do Governo de Roraima. Primeiro colocado no 5º Prêmio Literário Sérgio Farina, categoria Prata da Casa, da Prefeitura de São Leopoldo (RS), recebeu outros 30 prêmios em concursos literários nacionais e internacionais. É autor das obras 'Deus para Presidência' (2015) e 'Livrinho da Silva' (2017) e organiza desde 2016 o Concurso Literário Internacional Palavradeiros. 

B. C. Garmatz: nascido em Ibirubá (RS), mora em Boa Vista desde 1983. É autor dos livros 'Conversando com Guillermo' (2007), 'O Homem de Barlovento' (2013) e 'Escolhas Erradas' (2013). 'Conversando com Guillermo' já foi adotado como livro de referência no vestibular da Universidade Federal de Roraima. 'O Homem de Barlovento' é referência do Vestibular UFRR 2019. 

Darkson Mota: natural de Boa Vista (RR), é consultor em dependência química, área em que trabalha há mais de 16 anos em Roraima. Escreveu o livro ‘O beijo da dependência química’. 

Devair Fiorotti: nascido em Itarana (ES), mora em Roraima atualmente. É agricultor, professor, pesquisador, artista plástico, fotógrafo, músico e escritor. Publicou os livros de poesia ‘Urihi: nossa terra, nossa floresta’ (2017), ’30 poemas e solidão’ (2012), ‘O livro dos amores’ e ‘Paiol’. 

Edgar Borges: venezuelano, descendente de wapichana, mora em Roraima desde a década de 90. É autor dos livros 'Roraima Blues' (2008) e 'Sem Grandes Delongas' (2011), além de ter participado de coletâneas de prosa e poesia. Como escritor, produtor cultural e contador de histórias, participou de feiras e bienais do livro e leitura do Rio de Janeiro, Paraná, Roraima e Rio Grande do Sul. Seu livro de poemas ‘Incertezas no Meio do Mundo’ foi selecionado recentemente para publicação em edital do Governo de Roraima. 

Edison Eroquês: gaúcho de nascimento, mora atualmente em Roraima. Seu livro ‘Eroquês – Histórias, Causas e Lendas – Em Poesia’ foi recentemente selecionado para publicação em edital do Governo de Roraima. 

Jaime Brasil: nascido em Boa Vista (RR), é defensor público e articulista. Escreveu os livros de poesia ‘Não’ (2014) e ‘50’ (2017). 

João Junges: nascido em Três Passos (RS), mora atualmente em Roraima. É autor dos livros ‘Aventuras de um desconhecido’, ‘Caminhando sobre os sonhos’ e ‘Grito de Alerta’. 

Lindomar Bach: nascido em Roraima, é artista autodidata. Artista plástico, ilustrador, cartunista, arte-finalista, diagramador, designer gráfico e escritor, é autor de obras como ‘Partículas’ (2007), ‘Brasas Vivas’ (2008), ‘Diário de um Inocente’ (2010), ‘Sementes da Alma’ (2015) e ‘Roraima. Terra que amo!’ (2015). Atualmente escreve os livros ‘JAMBOY, Pronto pro que der e vier’, ‘JAMBOY, e o sobrenatural’ e ‘JAMBOY, No mato sem cachorro’. Recentemente, seu romance ‘Aves de Arribação’ foi contemplado pelo edital de fomento à literatura do Governo de Roraima. 

Marcelo Perez: nascido no Rio de Janeiro (RJ), mora em Boa Vista (RR) desde 2004. É autor dos livros 'Ainda se estivesse faltando pedaços' (2015) e 'O Desgaste do Tempo nos Dentes e Outras Histórias' (2017). Desde 2012, é editor, diagramador e designer do fanzine literário 'Receita no Verso'. 

Roberta Cruz: nascida em Belém (PA), veio para Roraima com dois anos de idade. Formada em Jornalismo, lançou em 2011 a obra 'Um Tom para a Poesia', livro de poesia de três versos inspirado no haicai brasileiro, atualmente na segunda edição. 

Sérgio Murilo: natural do Rio de Janeiro, é roraimado desde 1981. Terapeuta ocupacional, tem poemas publicados na Coletânea dos Poetas Virtuais e nas antologias Retalhos II e III. Em 2004, venceu o Concurso de Poesia do Sesi (Conpoesi). É autor do livro de poesia ‘Eu... em versos...’. 

Sony Ferseck: natural de Belém (PA), cresceu em Boa Vista, onde se formou em Letras e trabalha como professora. É autora do livro ‘Pouco Verbo’ (2013). 

Tanner Menezes: nascido em Boa Vista (RR), é autor dos livros ‘Cinco Sentidos’ e ‘Conquis7as’. 

Walber Aguiar: é poeta, professor de filosofia, historiador, advogado, membro da Academia Roraimense de Letras e conselheiro estadual de Cultura. É autor do livro 'Vias e veias'. 
Zanny Adairalba: poeta e compositora, é autora de sete livros poéticos e uma peça teatral, além de cordéis que abordam temas variados. Acumula em seu currículo diversos prêmios por seus trabalhos literários e musicais. 


Não estarão presentes nas sessões, mas seus livros estarão à venda 

Simão Farias: natural de João Pessoa (PB), reside em Boa Vista (RR) desde 2004. É autor de livros de poemas, contos, roteiros de cinema, novela ilustrada e romance, como: 'De Literatura e Cinema' (2009), 'Tramas de Sujeitos e Identidades' (2010), 'Memória de vôos rasos e gravidades' (2016) e 'Ode de Ana Maria' (2016). Atualmente, está escrevendo o livro de ficção 'Romance'. 

Roberto Mibielli: natural do Rio de Janeiro, é professor universitário, crítico literário e poeta. Publicou o livro de poesia ‘ParTilha’ (2013).

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segunda-feira, 28 de maio de 2018

Literatura a Caminho: projeto de Roraima é selecionado no Rumos Itaú Cultural


O projeto Literatura a Caminho é a única proposta de Roraima selecionada na edição 2017-2018 do programa Rumos Itaú Cultural. Esta é a segunda vez que um projeto roraimense é selecionado no programa.

Nesta edição, foram 12.616 trabalhos inscritos e 109 selecionados. Houve inscrições de todos os Estados brasileiros e de outros 19 países. De Roraima, foram 33 inscritos. O resultado final foi anunciado no dia 28 de maio, em coletiva à imprensa. A lista completa pode ser encontrada neste link.

Até então, o único de Roraima selecionado no Rumos era o cantor e compositor Eliakin Rufino, contemplado no edital Rumos Música Mapeamento 2007-2009. Além disso, em 2017, o escritor e xamã Davi Kopenawa Yanomami recebeu o Prêmio Itaú Cultural 30 Anos.

Coordenado pelo escritor Aldenor Pimentel, em parceria com o Espaço Cultural Harmonia e Ritmo, o projeto Literatura a Caminho pretende realizar oito encontros entre escritores de Roraima e estudantes de Ensino Médio de escolas públicas de Boa Vista, Cantá e Mucajaí, em 2018 e 2019. Estão previstos ainda o sorteio de livros regionais entre estudantes e a doação de exemplares às biblioteca das escolas envolvidas no projeto.

“Será a partir do interesse manifesto da comunidade que escolheremos as escolas para receberem o projeto gratuitamente. Os encontros serão planejados em parceria com cada uma das escolas envolvidas”, informou Aldenor Pimentel. As escolas públicas de Ensino Médio interessadas em fazer parte do projeto devem entrar em contato pelo email: aldenorpimentel@gmail.com.

Criado em 1997, o Rumos Itaú Cultural é um programa de apoio à produção artística e intelectual. É um dos primeiros editais públicos para a produção e a difusão de trabalhos de artistas, produtores e pesquisadores brasileiros. Os projetos abrangem um universo que engloba desde música, artes visuais, artes cênicas, literatura e audiovisual até arquitetura, moda, design e gastronomia, entre outros campos.

terça-feira, 15 de maio de 2018

A onça na literatura de Roraima


Situada no topo da cadeia alimentar, a onça-pintada é personagem importante de muitas histórias criadas em Roraima, publicadas ou não.

Conheça algumas obras literárias com aparições desse felino, em maior ou menor grau, e saiba como ele foi retratado em cada um desses livros.

A Onça e o Fogo (Cristino Wapichana)
Em A Onça e o Fogo (2009), história baseada em uma lenda indígena, a onça é uma espécie de anti-heroína. Ou seja, seus defeitos são mais acentuados que suas qualidades, sem que isso a torne vilã da narrativa. Prepotente, arrogante e egocêntrica, desafia o fogo, na certeza de que ela é mais forte.

O Guru da Floresta (José Vilela)
Em O Guru da Floresta (2013), a onça macho é a vilã, que rivaliza com o protagonista, um guariba-vermelho. Não satisfeito com apenas uma noiva, o felino quer também a irmã dela, noiva do guariba Macaco Pancoso. E, para isso, a onça macho está disposta a qualquer armação.

Meia Pata (Ricardo Dantas)
Em Meia Pata (2013), a onça-pintada não chega a ser vilã, mas é oponente do protagonista, um pesquisador da biodiversidade amazônica. Ela representa as forças da natureza que o homem deve enfrentar, para alcançar seus objetivos.

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quinta-feira, 10 de maio de 2018

O capital literário de Roraima para além da capital

É comum a produção literária dos países e Estados se concentrar nas grandes cidades, geralmente nas capitais. Mas a literatura não deixa de existir longe desses lugares. Roraima tem escritores de outros municípios, além de Boa Vista, com livros publicados.

Saiba mais sobre alguns deles:

Ernandes Dantas (Mucajaí)
Nascido em Mucajaí e neto de um dos fundadores do município a 58 km da capital, Ernandes Dantas é poeta, dramaturgo, ator, cantor, compositor e gestor cultural. É autor do livro ‘Sons, imagens e Gestos’ (2011), lançado pelo edital Microprojetos Mais Cultura – Amazônia Legal, da Funarte. Em 2017, lançou ‘Antologia Poética: sobre o que o vento anuncia’, coletânea de poemas relacionados à cultura de Mucajaí. Antologia Poética pode ser encontrada nas versões ebook e impressa no site do Clube dos Autores.

Jaider Esbell (Normandia)
Nascido em Normandia, município no Nordeste do Estado, a 185 km de Boa Vista, Jaider Esbell é artista visual e escritor, da etnia indígena macuxi. Ilustrou o livro de poemas 'Uhiri' (2017), de Devair Fiorotti, referência no Vestibular UFRR 2019. É autor dos livros: ‘Terreiro de Makunaima – mitos , lendas e estórias em vivências’ (2012) e ‘Tardes de Agosto, Manhãs de Setembro, Noites de Outubro’ (2013). Também produziu o livro artesanal ‘O Xamã’, com capa feita à mão, costura em arame e papeis reutilizados. Outras informações: www.jaideresbell.com.br.



Francisco Moreira de Souza (Rorainópolis)
Morador de Rorainópolis, no Sul de Roraima, município a 290,4 km de Boa Vista, Francisco Moreira de Souza é autor do livro ‘A garota do posto’. A obra caminha para a segunda impressão e conta a história de um homem sem coragem para declarar seu amor por uma mulher. Para investir na publicação do livro, lançado em 2017, o autor vendeu a própria moto, seu único meio de transporte, na época.

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quarta-feira, 9 de maio de 2018

Governo Temer tenta lucrar politicamente com aprovação de projeto de lei que não elaborou nem trabalhou para aprovar


Com a aprovação do projeto de lei que cria a Política Nacional de Leitura e Escrita (PNLE), o Ministério da Cultura fez uma postagem, no mínimo, curiosa em sua página oficial no Facebook. O texto diz: “Boa notícia! Após forte articulação do #MinC, a Política Nacional de Leitura e Escrita (PNLE) foi aprovada no Congresso Nacional do Brasil.”
Com assim? — perguntaram-se, com razão, aqueles que realmente fizeram uma forte articulação para que o projeto de lei vingasse. Isso porque, em todo o trâmite no Congresso, não se viu articulação alguma da gestão Temer, ainda que fraca, em favor da proposta.

O projeto de lei foi aprovado no dia 8 de maio de 2018 na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara Federal. E agora, para entrar em vigor, basta a sanção presidencial.

O projeto é fruto de um amplo e longo debate entre a sociedade civil organizada e o Poder Público. A PNLE é uma tentativa de dar continuidade às ações exitosas do Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL), aprovado por meio da portaria interministerial, em 2006, e instituído por meio de decreto da então presidenta Dilma Rousseff, em 2011.

Alguns dos objetivos do projeto são democratizar o acesso ao livro; fomentar estudos e indicadores nas áreas do livro, da leitura, da escrita, da literatura e das bibliotecas; desenvolver a economia do livro; promover a formação profissional nos segmentos criativo e produtivo do livro e mediador da leitura; e incentivar a criação e a implantação de planos estaduais e municipais do livro e da leitura.

Entrega do projeto de lei à senadora Fátima Bezerra (Frente Parlamentar Mista em Defesa do Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas). Foto: Vinicius Ehlers/ Gab. Sen. Fátima Bezerra
Por temerem que o projeto não fosse priorizado pela gestão Temer, o Colegiado Setorial de Literatura, Livro e Leitura (CSLLL), a Diretoria de Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas (DLLLB) e a Secretaria Executiva do PNLL, às vésperas do processo de impeachment, apresentaram a minuta do projeto de lei à senadora Fátima Bezerra (PT/RN), que assumiu sua autoria.

Logo em seguida, a primeira ação do governo Temer para a cultura foi extinguir o Minc, o que só foi revertido mediante grande pressão da sociedade civil organizada. Mesmo depois da desextinção do ministério, o Governo Federal, além de reduzir drasticamente o orçamento, reestruturou o Ministério da Cultura, diminuindo na pasta a importância da DLLLB, transferida da Secretaria Executiva para a Secretaria da Cidadania e da Diversidade Cultural (SCDC). Além disso, o Governo deixou sem gestor por seis meses o órgão responsável pela política nacional de livro, leitura, literatura e bibliotecas.

Talvez por tudo isso o post na fanpage do Minc não cite nenhum exemplo dessa “forte articulação” para que fosse aprovada a Política Nacional de Leitura e Escrita.

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