quinta-feira, 26 de janeiro de 2023

Biografia - Aldenor Pimentel

Biografia resumida

Natural de Boa Vista (RR), Aldenor Pimentel é jornalista, escritor, cineasta, dramaturgo, pesquisador, militante, gestor e produtor cultural. É autor das obras Deus para Presidência (2015), Livrinho da Silva (2017), A inacreditável história do milho gigante (2019, 2022), O jogo da democracia (2021), Eldorado de Brisa (2021), Cordelistas de Roraima (2023) e Filhos de Vênus (2024). Recebeu mais de 70 prêmios em concursos literários nacionais e internacionais. O livro infantojuvenil O jogo da democracia compõe o conteúdo programático do Vestibular UFRR 2024 e 2025. Desde 2016, organiza o Concurso Literário Palavradeiros. Sua produção literária tem sido objeto de pesquisas acadêmicas em Roraima e outros Estados. Em 2024, foi eleito para a Academia Roraimense de Letras.

No audiovisual, de 2006 até hoje, atuou como diretor, roteirista e produtor de cerca de 20 filmes ficcionais, documentais e de animação. Tem produções selecionadas para exibição e premiadas em festivais de cinema nacionais e internacionais e veiculadas em rede nacional de TV e plataformas de streaming. Seu filme de animação A inacreditável história do milho gigante foi selecionado para exibição em mais de 30 festivais de cinema e venceu sete prêmios nacionais e internacionais, além de ter entrado de 2023 em diante para o catálogo de plataformas de streaming brasileiras.

Biografia ampliada

Aldenor Pimentel nasceu em Boa Vista (RR) em 1984. Aprendeu a ler com cerca de seis anos de idade. A lembrança mais antiga que tem dele próprio escrevendo textos literários é por volta dos nove anos, quando, como exercício em sala de aula, criou uma quadra, poema de quatro versos (linhas), sobre meio ambiente.

Desde pequeno gostava de ler. Além dos poucos gibis e livros de histórias que sua família tinha condições financeiras de lhe oferecer, lia obras literárias na biblioteca da Escola Estadual Barão de Parima, onde estudou quando criança. Os livros que marcaram sua infância foram os da coleção Ajuri, escritos por Cecy Lya Brasil, que narram histórias indígenas de Roraima, como Cruviana, Canaimé e Macunaima.

Ganhou o primeiro prêmio literário da vida por volta dos doze anos: em um concurso de poemas sobre meio ambiente, na então Escola Técnica Federal de Roraima, hoje Instituto Federal de Roraima (IFRR), onde fez o Ensino Fundamental e Médio. Foi finalista do prêmio por dois anos seguidos, alcançando o terceiro e o segundo lugar, respectivamente.

Logo depois, ficou em terceiro lugar na categoria Infantil do Concurso de Contos Contados, realizado pelo Governo de Roraima, cuja apresentação final foi no Teatro Carlos Gomes.

Na época, recebeu muito incentivo em sala de aula para ler e escrever textos literários, principalmente por parte da professora de Língua Portuguesa Eliane Araújo.

Na adolescência, estudou violão na Escola de Música de Roraima. No mesmo período, criou poemas e músicas, os quais escrevia à mão em um caderno escolar ou na máquina datilográfica do pai.

Formou-se em Comunicação Social, com Habilitação em Jornalismo, na Universidade Federal de Roraima (UFRR), em 2008. No período, fez parte do coletivo Jornalesmas, formado por estudantes de Comunicação Social da UFRR, que mantinha um blog sobre o mundo universitário e jornalístico, cujos textos, somente depois, o autor perceberia serem crônicas.

Na mesma época, participou, com um poema, um conto e uma crônica, de três edições da coletânea literária Retalhos, organizada pelo escritor Aroldo Pinheiro, entre 2007 e 2010.

Aprovado em 2008 em concurso público para o cargo de jornalista da UFRR, onde trabalha até hoje, criou e dirigiu na TV Universitária programas com foco educativo-cultural, entre os quais Cinema Livre e Curta Cinema. Atuou na Rádio Universitária e na TV Universitária até 2020, onde desempenhou as funções de repórter, produtor, apresentador e diretor interino do Núcleo de Rádio e TV Universitário (NRTU), atual Rádio e TV Universitária (RTV). 

Em 2022, foi diretor da Editora da UFRR, onde coordenou os projetos de extensão EdUFRR pela CulturaEdUFRR: organização da cadeia de difusão do conhecimento cientifico, artístico e cultural derivado da inteligência local e Literatura de Circunstâncias, concurso que teve como resultado a publicação de livros literários.

Na área audiovisual, atua como diretor, roteirista e produtor de mais de dez filmes de animação, ficcionais e documentais desde 2006. Suas obras audiovisuais mais importantes até o momento são os documentários Mídias e grades (2008), Índios na cidade, vidas em travessia (2014) e Cristino Wapichana (2021), o videoarte Não há vagas para nós (2017) e a animação A inacreditável história do milho gigante (2021), nas quais atuou como diretor, entre outras funções.

Mídias e grades venceu em 2008 a etapa regional Norte e foi finalista da etapa nacional do XVI Prêmio Expocom 2009 (Exposição da Pesquisa Experimental em Comunicação), na modalidade Documentário em vídeo, categoria Jornalismo, realizado dentro do XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação, pela Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação (Intercom). O documentário foi ainda selecionado para a I Mostra de Cinema Universitário, promovida pela UFRR.

Índios na cidade, vidas em travessia foi exibido na TV Brasil em 19 de abril de 2014, então Dia do Índio (atualmente denominado Dia dos Povos Indígenas), e selecionado para o V Festival de Cinema Curta Amazônia (2014), a I Mostra de Cinema Universidade Anhembi Morumbi (2014) e o II Festival O Cubo de Cinema (2015).

Não há vagas para nós foi exibido na II Mostra de Cinema Saberes Amazônicos (2017) e no XII Festival Audiovisual Comunicurtas UEPB (2017).

O documentário Cristino Wapichana foi selecionado para o 16º Festival Taguatinga de Cinema, do Distrito Federal, a 2ª Mostra Internacional Audiovisual [em]curtas – Mostra Variações em Sessões 2021, de Uberlândia (MG), o Prêmio One Earth, da Índia, o Festival de Cinema Latino e Nativo Americano, dos Estados Unidos, e o Festival The Paus Premieres, da Inglaterra.

O projeto do filme A inacreditável história do milho gigante foi selecionado para receber recursos da Lei Aldir Blanc, do Governo Federal, por meio do Edital N. 002/2020 – Prêmio Laucides Oliveira de Audiovisual, Lote 3 (Seleção e premiação de projetos de curta-metragem de animação), da Secretaria de Estado da Cultura (Secult-RR).

Lançada em 2021, a animação recebeu até agora sete prêmios, sendo quatro brasileiros e três estrangeiros. Todos os prêmios internacionais do filme de animação foram em festivais da Índia. O filme foi ainda exibido em 34 festivais nacionais e internacionais, sendo 22 no Brasil e 12 no exterior, com exibição em todas as regiões do País e todos os continentes do mundo, exceto Oceania.

As exibições foram em países como Estados Unidos, Inglaterra, Croácia, Índia, Chile, Colômbia, Indonésia e Nigéria, bem como exibições on-line. No Brasil, o filme foi exibido em Estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Paraíba, Piauí, Goiás, Santa Catarina, Maranhão, Pará, Rondônia e Amapá. Em Roraima, foi exibido em Boa Vista, Cantá e Amajari (Tepequém).

A inacreditável história do milho gigante  entrou ainda para o catálogo das plataformas de streaming Itaú Cultural Play e SP Cine Play, em 2023, e Sommos Amazônia, em 2025.

Aldenor Pimentel começou a se dedicar profissionalmente à carreira de escritor em 2012, quando passou a criar, de forma sistemática, poemas, crônicas e contos e a inscrevê-los em concursos de literatura, recebendo no ano seguinte os primeiros prêmios literários da vida adulta.

Até o momento, ganhou mais de 70 prêmios em concursos literários nacionais e internacionais, com destaque para o primeiro lugar no 5º Prêmio Literário Sérgio Farina, categoria Prata da Casa, da Prefeitura de São Leopoldo (RS), e no Edital – Microcontos, da Editora Persona, e o segundo lugar no 1º Concurso Literário Internacional “Escritores Malditos”, da Editora Illuminare.

Em 2017, seu poema Sem Razão fez parte da exposição Poesia Agora, na Caixa Cultural Rio de Janeiro.

Entre 2018 e 2025, foi contratado pelo Sesc Roraima para atuar como escritor, entre outras funções, em atividades como Sesc Literatura em Cena, Festival Literário de Roraima e Semana Literária.

Em 2021 e 2024, foi selecionado em editais culturais da Prefeitura de Boa Vista e do Governo de Roraima: Festival Live do Bem (Edital Público N. 003/2020 – Edital de Credenciamento de Propostas para Realização de Atividades Artísticas Culturais de Conteúdo Virtual), da Fundação de Educação, Turismo, Esporte e Cultura (FETEC), com o projeto Prosa com Aldenor Pimentel; Edital #culturaemcasa (Edital N. 001/2020 - Credenciamento de Artistas e “Fazedores de Cultura”), da Secult; Edital N. 006 – Prêmio Dorval de Magalhães de Literatura, também da Secult, com o projeto de livro infantojuvenil O jogo da democracia, obra publicada em 2021; Edital de Chamamento Público N. 002/2024 - Lei Paulo Gustavo - Lei Complementar N. 195/2022 - Apoio e premiação a agentes culturais das demais áreas, com o projeto Filhos de Vênus, livro publicado em 2024; Edital Público N. 001/2021 de Credenciamento do Segmento Cultural para Apresentações Virtuais “Festival Boa Vista Live” e Edital Prêmio 006/2023 - Modalidade: Audiovisual - Edital de Premiação para Agentes Culturais com Recursos da Lei Complementar Nº 195/2022 (Lei Paulo Gustavo)", ambos da FETEC, com os projetos Meia Hora de Prosa com Aldenor Pimentel e Fuga em Boa Vista, respectivamente. 


Até o momento, publicou oito obras literárias: Deus para Presidência (conto, 2015), Livrinho da Silva (antologia de contos, 2017), A inacreditável história do milho gigante (cordel, 2019), O jogo da democracia (livro infantojuvenil, 2021), Eldorado de Brisa (romance, 2021), A inacreditável história do milho gigante (livro infantil, 2022), Cordelistas de Roraima (cordel, 2023) e Filhos de Vênus (romance, 2024).

Fez lançamento de suas obras literárias em Boa Vista, Rorainópolis, Manaus, São Paulo, São Leopoldo (RS), Brasília, Catalão (GO), Rio de Janeiro, São Luís e Imperatriz (MA).

Seu projeto de romance Eldorado de Brisa foi selecionado no Edital N. 07/2017 – Incentivo e Fomento a Literatura, da Secretaria de Estado da Cultura. O livro foi publicado em 2021 e lançado na Bienal Internacional do Livro de São Paulo em 2022.

O livro infantojuvenil O jogo da democracia compôs o conteúdo programático do Vestibular UFRR 2024 e 2025. 

Aldenor Pimentel tem ainda contos, poemas e crônicas publicados nas revistas Somos Amazônia, Pacheco, Farol Fantástico, Desenredos, Benfazeja, Philos, Gente de Palavra, Semeadura, LiteraLivre, Motus e Marinatambalo.

Como dramaturgo, escreveu a peça de teatro O boi Blimundo, encenada pela Cia Arteatro, de Roraima, e teve a peça O assaltante de abraços publicada em 2022 no livro Coletânea Peças Teatrais de Roraima, organizado por Ananda Machado, Bene Martins e Francisco Alves.

Em 2023, concluiu o Mestrado em Letras na UFRR, com a dissertação Literatura de Roraima em formação: uma proposta de estudo histórico. Em 2025, foi aprovado no vestibular da UFRR para o curso de Licenciatura em Letras - Português, bem como deu início ao seu estágio pós-doutoral em Literatura, na Universidade Federal Fluminense (UFF).

Em 2024, foi eleito para a cadeira n. 7 da Academia Roraimense de Letras, onde ocupa ou ocupou os cargos de diretor cultural interino e responsável pela Biblioteca Maria Yole Magalhães Diniz.

Mantém os blogs O Estado da Arte de Aldenor Pimentel (artedealdenorpimentel.blogspot.com) e ArteLeituras (arteleituras.blogspot.com). No primeiro, publica suas produções artísticas. No segundo, posta textos sobre cultura em geral, com foco em literatura de Roraima, como resenhas, entrevistas com escritores, links para blogs literários e livros digitais e um levantamento com informações sobre mais de 350 livros ficcionais de Roraima publicados desde a década de 1970.

Como militante da área da cultura desde 2015, fundou os coletivos Galera da Prosa e Rede Audiovisual de Roraima, além de sua atuação no coletivo Reagentes Culturais e no Movimento Pró-Cultura e participação em ações de proposição e construção de políticas públicas de cultura em Roraima e em nível nacional.

Entre 2015 e 2016, representando o Conselho Estadual de Cultura, foi membro do Grupo Técnico de Avaliação de Projetos (GTAP) da Secult, que avalia projetos submetidos à Lei Estadual de Incentivo à Cultura. De 2016 a 2018, foi titular do Colegiado Setorial de Literatura, Livro e Leitura do Conselho Nacional de Política Cultural (CNPC), órgão ligado ao então Ministério da Cultura.

Em 2016, foi homenageado pelo Espaço Cultural Harmonia e Ritmo, que batizou com o nome do escritor o Espaço de Leitura e Pesquisa em Artes. Desde quando foi convidado a gerir o Espaço de Leitura e Pesquisa em Artes Aldenor Pimentel, organizou a publicação de livros e coordenou lançamentos de obras literárias e saraus, além dos projetos Festival Literário Harmonia e Ritmo, Concurso Literário Palavradeiros, Amigo Oculto do Livro e Literatura a Caminho.

Aprovado no edital do programa Rumos Itaú Cultural 2017-2018, o projeto Literatura a Caminho realizou em 2019 encontros entre escritores roraimenses e alunos de Ensino Médio, de escolas públicas estaduais, e crianças de uma ONG, em Boa Vista, Cantá, Mucajaí e Rorainópolis, além de doar livros literários de Roraima e de outros autores a salas de leitura, bibliotecas escolares e estudantes.

Teve projeto do Espaço de Leitura e Pesquisa em Artes Aldenor Pimentel aprovado no edital Prêmio Pontos de Leitura 2023, do Ministério da Cultura.

Sua produção literária tem sido objeto de pesquisas acadêmicas, entre as quais os seguintes trabalhos: a monografia em História da Universidade Federal Fluminense (UFF), de Beatriz Loureiro Ferreira, Futebol e literatura: um possível diálogo para o ensino de história em sala de aula (1997-2021), de 2023; o artigo Aldenor Pimentel, da então estudante de Especialização em Língua Portuguesa e Literatura da Universidade Estadual de Roraima (UERR) Alcimar Falcão, apresentado no I Café com Letras: A Literatura em Roraima em Foco e na I Semana de Letras da UERR, ambos em 2018; e o artigo Contos de Aldenor Pimentel em Livrinho da Silva: o incentivo à literatura e a reflexão de leitores do 7º ano em uma escola de Rorainópolis-RR, de Angélica Reginatto Miorando, apresentado na XIII Jornada de Linguística e Filologia da Língua Portuguesa, da UERR, em 2018, e que resultou em monografia homônima do curso de Letras da UERR.

Além disso, foi selecionado em editais dos governos de Mato Grosso, Paraná, Mato Grosso do Sul e Espírito Santo para atuar como parecerista ou membro de comissão julgadora em editais de seleção de projetos de literatura e audiovisual.

Leia também

sexta-feira, 16 de dezembro de 2022

Ilustradores de Roraima com prêmios nacionais e outros destaques

Roraima tem profissionais que fizeram a ilustração de livros infantis premiados Brasil afora. Confira:


Josias Marinho ilustrou o livro O mar de Manu, escrito por Cidinha da Silva, publicado pela editora Yellowfante, do grupo Autêntica. A obra ganhou o prêmio APCA 2021 na categoria Literaura Infantil, concedido pela Associação Paulista de Críticos de Arte.



Ina Carolina ilustrou o livro infantil O cabelo da menina, escrito por Fernanda Takai. A obra compõe a coleção Kidsbook Itaú Criança, vencedora do prêmio Jabuti 2017 na categoria Infantil Digital.

Roraima tem ainda ilustradores com destaque nacional e internacional para além dos prêmios. Um exemplo é Will Cavalcante, que fez as artes da série ficcional em áudio (podcastEles Estão Aqui, prevista para estrear na plataforma Globoplay em 2023.

Além disso, a própria Ina Carolina trabalhou na série de animação, original da Netflix, Ridley Jones: A Guardiã do Museu, que estreou em 2021.

E vc? Conhece outros trabalhos de ilustradores de Roraima com destaque nacional e internacional? Comenta aí.

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A literatura de Roraima tá bem na fita!
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A diáspora da literatura de Roraima

terça-feira, 29 de novembro de 2022

Livros de Roraima que receberam prêmios literários nacionais e internacionais

Roraima tem livros que ganharam honrarias pelo País e pelo mundo. Confira:

Cristino Wapichana

Quando o assunto é livro premiado, o mais renomado escritor roraimense aparece mais de uma vez. Cristino Wapichana tem dois livros finalistas do Prêmio Jabuti, o mais importante da literatura brasileira: A boca da noite, em 2017, e O cão e o curumim, em 2019. A boca da noite foi considerado o melhor livro para crianças pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ) em 2017 e sua versão em sueco ganhou a Estrela de Prata no prêmio Peter Pan 2018, da Suécia.

Francisco Alves
Em 2018, o livro de contos Fotografias desmemoriadas de mim, de ti, de outrem, de Francisco Alves, ganhou o prêmio Peixes no Concurso Nacional da Editora Kazuá. O concurso foi dividido em fases: após a inscrição, foram classificados originais para um processo de produção editorial e orientação para serem publicados, concorrendo a um prêmio em dinheiro.


Julie Pedrosa
O nome mais novo da lista é também o mais recente a receber honraria. O romance Maldita seja Eva, de Julie Pedrosa, ganhou o V Prêmio ABERST 2022 – Categoria Narrativa Longa Suspense/ Prêmio ABERST Cláudia Lemes, concedido pela Associação Brasileira dos Escritores de Romance Policial, Suspense e Terror.


Que venham mais!
(Só entraram na lista obras premiadas no formato livro publicado, não textos avulsos ou originais de livros selecionados para publicação).

Se você sabe de outro livro de autor de Roraima que recebeu prêmio literário, diga nos comentários.

Leia também
Obras literárias de Roraima: levantamento inicial
Concursos literários de Roraima
Antologia do IV Concurso Literário Internacional Palavradeiros
Antologia do III Concurso Literário Internacional Palavradeiros
Antologia do II Concurso Literário Internacional Palavradeiros




sábado, 19 de novembro de 2022

Resultado do Concurso Literário Palavradeiros 2022

Categoria: Ensino Médio
Modalidade: Poesia

1º lugar

Título: Sobre ler e escrever pessoas
Autora: Alia
Escola: Escola Agrotécnica da UFRR (Eagro)

Eu vi em algum lugar alguma vez alguém falar sobre ler pessoas
E isso me soou tão familiar
Pois falo constantemente sobre escrevê-las
Transformar um metro e tanto de altura em versos proporcionalmente longos
Falar meio cantado sobre olhos e sorrisos marcantes
Perceber as vírgulas pontos e interrogações que compõem cada pessoa
Basear-se em sonhos e ambições para compor com perfeição as palavras
E sei que soa com estranheza a ideia de uma pessoa inteira virar uma porção de palavras
Bem como disseram
Na vez que vi alguém falar sobre ler pessoas
“Como seria possível?! Uma pessoa espremida em uma única folha de papel?”
Foi aí que percebi que as pessoas são livros
Com uma porção de folhas
Incontáveis versos
Milhares de palavras
Que me rendem algumas das minhas melhores leituras
E são base pra alguns dos meus melhores textos
E assim me vi inspirada
E pronta pra escrever sobre quem vi em algum lugar alguma vez falar sobre ler pessoas
...
Observações
Por decisão da Comissão Julgadora, não houve selecionados nas demais categorias e modalidades.
O local e a data da premiação ainda serão definidos.
...
Homenageadas do Concurso Literário Palavradeiros 2022
Maria da Conceição Pereira Rebouças é professora licenciada em Letras pela UFRR, especialista em Supervisão Escolar e especialista em Avaliação e Estatística Educacional. Atuou por 31 anos na Rede Estadual de Educação. Foi premiada pelo MEC duas vezes por projetos educacionais relevantes (1992 e 1994). Organizou o livro de fábulas para a Olimpíada Estadual de Língua Portuguesa e a coletânea dos textos vencedores da Olimpíada (2007). Organizou o livro com os projetos premiados do Prêmio Professor Excelência e Professor Nota 10 (2008). Coordenou e organizou os livros de produção textual na sala de aula da Escola Francisca Élzika Coelho (2012 e 2013). Organizou o livro dos projetos vencedores do I Workshop Pedagógico (2018). Foi coordenadora pedagógica nas escolas estaduais de 1999 a 2006, assessora pedagógica da SEED (2007 a 2009; 2018 a 2022), professora formadora pelo CEFORR e incentivadora do trabalho pedagógico com a literatura em parceria com os escritores locais (2018 a 2022). Aposentou-se em 2022.


Jeane da Silva Oliveira é pedagoga, especialista em Pedagogia Escolar e em Mídias na Educação. Atua há 20 anos como professora efetiva das redes Estadual e Municipal de Ensino. Desenvolveu atividades na sala de leitura da Escola Estadual Dr. Ulysses Guimarães, onde deu vida à Gincana Literária, projeto anual cujo objetivo é proporcionar a descoberta do prazer pela leitura.


Comissão Julgadora
Celina de Assis é professora do IFRR, mestre em Educação pela UFRGS e idealizadora do Espaço Saber.


Vitor de Araújo escreve umas coisinhas de vez em quando. Quando a preguiça deixa, publica seus textos no blog Leve Mediocridade. Traduziu contos e poemas para inglês e português e se orgulha de ter estudado escrita criativa e tradução com bolsa em algumas disciplinas do programa de Mestrado da Universidade do Arkansas, nos Estados Unidos, de ser graduado em Letras pela Universidade Federal de Roraima e especialista em tradução do inglês pela Estácio.


Joseani Vieira é pedagoga, especialista em Gestão Escolar, publicitária e escritora. Nasceu no Rio de Janeiro e viveu em Roraima a maior parte da vida. Começou a escrever com 11 anos e faz crônicas, contos e poesias. Tem participação no e-book Mostra Picuá, na antologia Pandemias: poemas, contos e microcontos, que está em fase de publicação pela UFRR, na antologia Poesificar - Verbo de Inspiração, lançada por uma editora da Bahia e Toque de Poesia, com mais quatro autores do sudeste e sul do país. Administra o grupo O Ato de Escrever, formado por artistas profissionais e amadores de diversas partes do Brasil. Defende a cultura, a arte e a literatura como formas de registro de um povo.

domingo, 29 de maio de 2022

Regulamento - Concurso Literário Palavradeiros 2022

Regulamento
Concurso Literário Palavradeiros 2022

1. DOS OBJETIVOS

1.1. O Concurso Literário Palavradeiros 2022, evento promovido pelo Espaço de Leitura e Pesquisa em Artes Aldenor Pimentel, do Espaço Cultural Harmonia e Ritmo, tem por objetivo incentivar e difundir a produção literária e descobrir novos talentos da literatura, em especial roraimense;

1.2. Esta edição homenageia as professoras Jeane Oliveira e Conceição Rebouças, por sua contribuição para a mediação de leitura em Roraima.

2. DAS PARTICIPAÇÕES

2.1. Poderá concorrer qualquer aluno(a) de escola pública de ensino fundamental ou médio de Roraima, com obras inéditas, em Língua Portuguesa, Espanhola, Makuxi ou Wapichana, desde que observem as exigências de cada categoria e modalidade;

2.2. A publicação em blogs pessoais e redes sociais não invalida o ineditismo;

2.3. Fica vetada a participação de membros das comissões Organizadora e Julgadora, bem como seus parentes até segundo grau.

3. DAS CATEGORIAS E MODALIDADES E DO TEMA

3.1. Serão três categorias: Ensino Fundamental I (1º ao 5º ano), Ensino Fundamental II (6º ao 9º ano) e Ensino Médio.

3.1.1. Na categoria Ensino Fundamental I e Ensino Fundamental II, os(as) inscritos(as) concorrem na modalidade Poesia;

3.1.2. Na categoria Ensino Médio, os(as) inscritos(as) concorrem nas modalidades Poesia e Conto;

3.2. O tema será livre em todas as categorias e modalidades.

4. DAS INSCRIÇÕES

4.1. As inscrições estarão abertas de 15 de junho até 23h59 do dia 15 de setembro de 2022;

4.2. Somente serão aceitas inscrições via correio eletrônico, endereçadas a aldenorpimentel@gmail.com, com o texto literário em anexo, em formato .doc ou .docx;

4.3. Para todas as modalidades, devem ser informados no corpo do e-mail: título do texto, nome completo e nome artístico do(a) escritor(a), categoria e modalidade, escola, série, nome do(a) professor(a) que orientou o trabalho, se houver, cidade, telefone de contato do(a) aluno(a), nome, telefone e e-mail do(a) representante legal do(a) aluno(a). A inscrição pode ser feita por representante do(a) aluno(a);

4.4. Cada participante só poderá concorrer com um único trabalho em cada modalidade. Ou seja, alunos(as) do Ensino Médio poderão inscrever um poema e um conto;

4.5. Os poemas devem ter até 25 versos (linhas efetivamente escritas) e os contos, até 2.000 (dois mil) caracteres, com espaço.

4.6. Menores de idade deverão apresentar no ato da inscrição termo de autorização de participação e cessão de direitos autorais e de imagem, preenchido e assinado por responsável legal, conforme o modelo constante neste link.

5. DO JULGAMENTO

5.1. Não caberá recurso à decisão da Comissão Julgadora;

5.2. A Comissão Julgadora poderá conceder Menção Honrosa para um ou mais trabalhos, se assim julgar necessário;

6. DO RESULTADO E DA SELEÇÃO

6.1. O resultado será comunicado por e-mail aos(às) inscritos(as) em data anterior à premiação;

6.2. O resultado final será divulgado publicamente até o dia 15 de outubro de 2022;

6.3. Será concedida premiação aos(às) três primeiros(as) colocados(as) de cada modalidade, divididos(as) por categoria;

6.3.1. A premiação consistirá na entrega de um kit de livros;

6.3.2. As escolas que tiverem alunos(as) entre os(as) três primeiros(as) colocados(as) neste concurso receberão também um kit de livros, a ser destinado à sala de leitura ou biblioteca escolar, independentemente do número de alunos(as) finalistas.

6.3.3. Poderá ainda ser concedida premiação complementar, conforme possibilidades do concurso e deliberação da Comissão Organizadora;

6.3.4. A premiação será realizada, em Boa Vista-RR, na data provável de 3 de dezembro de 2022;

6.4. Os trabalhos vencedores poderão ser apresentados, no todo ou em parte, na solenidade de premiação, pelo(a) autor(a) ou por terceiros, indicados pela Comissão Organizadora.

7. DISPOSIÇÕES GERAIS

7.1. As datas previstas neste regulamento podem ser alteradas, a qualquer momento, pela Comissão Organizadora;

7.2. A Comissão Organizadora pode solicitar documentos complementares, a fim de verificar se os(as) inscritos(as) atendem às exigências deste regulamento;

7.3. O não atendimento pelo(a) inscrito(a) à solicitação prevista no item 7.2 pode implicar desclassificação;

7.4. A inscrição implica automaticamente a aceitação das condições deste regulamento, bem como a autorização para a publicação das obras inscritas em quaisquer suportes que a Comissão Organizadora julgar conveniente. Portanto, o(a) autor(a), ou seu responsável, assume total responsabilidade pela autoria, podendo responder por plágio, cópia indevida e demais crimes previstos em lei;

7.5. Os(As) premiados(as), ou seus(suas) responsáveis, concordam e permitem a divulgação do nome e da imagem daqueles(as) para a divulgação do concurso, sem qualquer ônus para os realizadores;

7.6. A premiação citada no item 6.3 inclui o pagamento de direitos autorais para o caso de publicação, em forma de livro ou outro suporte, dos textos literários finalistas deste concurso;

7.7. Os(As) alunos(as) de escolas de Boa Vista vencedores deste concurso que não puderem estar presentes na solenidade de premiação terão 30 (trinta) dias para pegar o kit de livros referentes ao prêmio, pessoalmente ou por meio de representante, em endereço indicado pela Comissão Organizadora;

7.8. Os(As) alunos(as) de escolas de outros municípios de Roraima poderão receber, sem ônus, por correio, o prêmio em livros de que trata o item 6.3;

7.9. O não cumprimento de qualquer item do regulamento implicará desclassificação automática da obra inscrita;

7.10. A Comissão Julgadora poderá não atribuir qualquer dos prêmios desde que considere haver falta de qualidade nos trabalhos apresentados;

7.11. Os casos omissos serão resolvidos pela Comissão Organizadora.

O regulamento em pdf pode ser baixado neste link.

Baixe gratuitamente as antologias do Concurso Literário Internacional Palavradeiros

Palavradeiros II (Antologia do Concurso Literário Internacional Palavradeiros)
Palavadeiros III (Antologia do Concurso Literário Internacional Palavradeiros)
Palavadeiros IV (Antologia do Concurso Literário Internacional Palavradeiros)

sábado, 7 de maio de 2022

Filmes de filhos e netos de Roraima na Netflix e na Itaú Cultural Play

Confira filmes disponíveis na Netflix e na Itaú Cultural Play em que atuaram trabalhadores do cinema roraimense, Wapichana, Makuxi e Yanomami, nas funções de diretores, roteiristas, entre outras.

Na Netflix, a assinatura é paga. No Itaú Cultural Play, o acesso é gratuito.

Filme: A última floresta
Gênero: documentário
Ano: 2021
Duração: 1h16
Classificação indicativa: 14 anos (violência, conteúdo sexual, drogas lícitas)
Direção: Luiz Bolognesi
Roteiro: Davi Kopenawa, Luiz Bolognesi
Elenco: Davi Kopenawa, Ehuana Yaira Yanamamo, Pedrinho Yanomami, Joselino Yanomami, Nilson Wakari Yanomami, Júnior Wakari Yanomami
Sinopse (texto da Netflix): Documentário e ficção se entrelaçam neste filme que retrata o cotidiano da tribo indígena Yanomami e a luta de seus integrantes para preservá-la.


Filme: Fronteira em combustão
Gênero: Policial
Ano: 2016
Duração: 20 min.
Classificação indicativa: 12 anos (violência e linguagem imprópria)
Direção: Thiago Briglia
Elenco: Anderson Souza, Bebeco Pujucan, Gustavo Brenner, Silvana Lins
Sinopse: Gilberto está desempregado e sem dinheiro. Pai de família, precisa sustentar o filho e a mulher. Para isso, ele decide aceitar a proposta de trabalho feita por um vizinho contrabandista. O serviço é pegar gasolina na Venezuela e trazer para o Brasil, clandestinamente.
Por que ver: Uma boa história policial rodada na fronteira com a Venezuela. O curta se inspira nos filmes do gênero, trazendo um herói dividido entre o crime e a família. Ação e drama são as principais qualidades desta produção que pode ser descrita como um verdadeiro thriller brasileiro.


Filme: Provocações
Gênero: Documentário
Ano: 2017
Duração: 10 min.
Classificação indicativa: Livre
Direção: Jaider Esbell
Sinopse: O artivista Macuxi Jaider Eisbell protagoniza reflexões sobre urgências ecológicas e sobre os desafios dos artistas e dos povos indígenas no mundo contemporâneo. Critica o acúmulo de capital, a indústria cultural e as lógicas de consumo contemporâneas - de produtos de arte até os que geram lixo.
Por que ver: Apresenta os elementos fundamentais da obra do artista multimídia e curador nascido em Roraima, que faleceu em 2021. Parte da cosmovisão do seu povo e das noções de identidade para discutir ancestralidade, arte, espiritualidade, memória, história, política e ecologia. Jaider conquistou prêmios e reconhecimentos no Brasil e no mundo, colocando o seu nome e a arte indígena em destaque no mapa da arte contemporânea brasileira.

Filme: Kanau'kyba
Gênero: Animação
Ano: 2021
Duração: 11 min.
Classificação indicativa: Livre
Direção: Gustavo Caboco e Pedra do Bendegó
Sinopse: A narrativa da Pedra do Bendegó, como já aponta o título da obra, que significa "caminhos das pedras" na língua Wapichana, é o ponto de partida para tratar da história e, em especial, da sobrevivência da cultura dos povos originários. O recado final deixado pelo autor é claro: não apagarão a nossa memória.
Por que ver: O contraste plástico entre os tons vermelhos de fundo e os traços brancos contribui para esta narrativa visual, embalada por uma paisagem sonora que se destaca. Belíssima e densa animação exibida na 34ª Bienal de São Paulo. O filme caminha em conjunto com Recado do Bendegó, também disponível na Itaú Cultural Play.

Filme: Recado do Bendengó
Gênero: Documentário
Ano: 2020
Duração: 11 min.
Classificação indicativa: Livre
Direção: Gustavo Caboco e Pedra do Bendegó
Sinopse: Em 2018 um incêndio de grandes proporções destrói o Museu Nacional do Rio de Janeiro, mas o meteorito do Bendegó, encontrado na Bahia em 1784, resiste. Mesmo no meio das cinzas, a pedra reluz.
Por que ver: A partir de diálogos com a Pedra do Bendegó constrói-se uma colcha de imagens que parecem ser bordadas por animações. O meteorito, que percorre o território e a história do Brasil, faz um paralelo à memória e à resiliência dos indígenas. Exibido na 34ª Bienal de São Paulo, em conjunto com o filme Kanau'kyba, também disponível na Itaú Cultural Play.

Obs.: nascido em Curitiba, Gustavo Caboco é Wapichana. Sua mãe nasceu em Canauanim, em Roraima.

sábado, 2 de abril de 2022

Cinema local: breve ranking de 10 melhores filmes de Roraima, de acordo com Éder Santos - 2022

10 - Maldição Viral

Gênero: Ficção

Ano: 2019

Tempo: 53 min.

Autor: Cássio Freitas

A primeira experiência do diretor e roteirista Cássio Freitas demonstrou a coragem de tratar um assunto tabu, que é a tecnologia utilizada contra os jovens, numa trama envolvente de suspense.


9 – A poetisa Macuxi

Gênero: Ficção

Ano: 2018

Tempo: 3 min.

Autor: Vanderlildo Silva de Souza

Premiado na Mostra de Cinema Saberes Amazônicos, a experiência dos jovens de Amajari (RR) comunica suas preocupações contra o preconceito, o racismo e a xenofobia.


8 - A Fronteira

Gênero: Animação

Ano: 2010

Tempo: 1 min.

Autor: Fred Martins

O stop motion vencedor do II Concurso Vídeo Minuto da Universidade Federal de Roraima deixa uma mensagem de amor, no contexto de uma cultura de paz mundial entre fronteiras. 


 

Clique na imagem para assistir
7 - Vassôra

Gênero: Experimental

Ano: 2020

Tempo: 10 min.

Autora: Elisa Coimbra

Experiência poética, performática e imagética na dimensão da crítica social que permite a reflexão de gênero, violência, educação e relações de poder na sociedade contemporânea.


 

6 - Fronteira em Combustão

Gênero: ficção

Ano: 2016

Tempo: 20 min.

Autor: Thiago Bríglia

O premiado filme permite a percepção do drama histórico vivido por inúmeras famílias que atravessam a fronteira Brasil - Venezuela, cujos membros são seduzidos a cometer delitos de descaminho ou tráfico, na luta pela sobrevivência.   

 

5 – Filhos da Hutukara

Gênero: Documentário

Ano: 2013

Tempo: 10 min.

Autora: Ana Lúcia Mendina

Sublime imersão imagética na região do Demini, na aldeia Watoriki, Terra Indígena Yanomami, na qual crianças e mulheres são protagonistas na relação telúrica e ontológica com a Hutukara, a terra-floresta.


4 - Lavradeiro: livre como o vento

Gênero: Documentário

Ano: 2021

Tempo: 60 min.

Autor: Luiz Cláudio Correa Duarte

O premiado filme é o mais fiel registro semiótico da potência do fator biótico singular de Roraima, em um festival imagético de paisagens naturais e culturais, compondo o telurismo histórico amazônico. 

3 - O Estranho

Gênero: Ficção

Ano: 2011

Tempo: 12 min.

Autor: Alex Pizano

O filme, selecionado na Mostra Paralela do Festival Internacional de Curta Metragem de São Paulo, tem na criatividade do conflito psicológico do personagem consigo mesmo, sua força narrativa, que contempla a paisagem urbana de Boa Vista, contando com ótimo desenho de som e fotografia. 


2 - Rabiola 

Gênero: Ficção

Ano: 2021

Tempo: 14 min.

Autor: Thiago Bríglia

Proposta fílmica premiada que constrói envolvente narrativa na crítica social, englobando relações de poder e crítica à xenofobia em Roraima, na fronteira com Venezuela. 


1 - Palasito

Gênero: Ficção

Ano: 2021

Tempo: 25 min.

Autor: Alex Pizano

Nas telas brasileiras e europeias, brilharam as deslumbrantes paisagens de Uiramutã, na fronteira brasileira com a Guiana e a Venezuela, em cenas filmadas para a trama telúrica que envolve mistérios geológicos, ganância, ambição, amor e ódio interpretados pelo brilhante elenco, sob profecias e visões xamânicas, que projetam o saber ameríndio.


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* A pedido do blog ArteLeituras, Éder Santos elaborou este ranking e não incluiu filmes em que ele próprio trabalhou nem aqueles em que atuou Aldenor Pimentel, administrador deste blog.  Jornalista, sociólogo, geógrafo e cineasta, Éder Santos atua na área da cultura audiovisual com filmes etnográficos e videoarte, na dimensão do filme experimental desde 2011. Parte dos filmes dele pode ser encontrada no canal do autor.

Documentários 

1.      Um Novo Olhar (2011);

2.      Antenados (2012);

3.      Cidade da Fé: Codó (2013);

4.      Das Águas de Macunaima (2014);

5.      Komanto’ (2014);

6.      O índio e o Karaiwa (2015);

7.      Um Sonho, Dois Países, Um Diploma (2015);

8.      Despir as Aparências, Revelar as Essências (2015);

9.      Pata’ (2016);

10.  As Sete Forças do Axé (2016);

11.  Ao Norte da Fronteira (2016);

12.  Dos delitos e das escolhas (2016);

13.  Polifonia ao Extremo (2017);

14.  Educar para a Vida (2018);

15.  Topofilia de Medalhas (2018);

16.  Altos e Baixos do Rio Branco (2018);

17.  Amazônia (s) (2019);

18.  Raízes Resistentes (2019)

19.  Gestão da Vida (2019);

20.  O Rio Alimenta a Vida (2019, versão reduzida);

21.  Feira e Mercado: espaços em movimento (2021);

22.  Maikan (2020 – inédito, em circulação).

23.  Kinja (2021 – inédito, em circulação);

24.  O Rio Alimenta a Vida (2022, série em finalização)

 

Experimentais

1.      O nativo cupim relativo (2015);

2.      InTransiTolerância (2016);

3.      Subvertendo (2016);

4.      Espelho Espelho Mau (2017);

5.      Pulsação Submersa Subversiva (2016);

6.      Multivíduo Sincrético Glocal (2016);

7.      Urbandono (2018);

8.      Lugar-memória (2021). 


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