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sexta-feira, 16 de dezembro de 2022

Ilustradores de Roraima com prêmios nacionais e outros destaques

Roraima tem profissionais que fizeram a ilustração de livros infantis premiados Brasil afora. Confira:


Josias Marinho ilustrou o livro O mar de Manu, escrito por Cidinha da Silva, publicado pela editora Yellowfante, do grupo Autêntica. A obra ganhou o prêmio APCA 2021 na categoria Literaura Infantil, concedido pela Associação Paulista de Críticos de Arte.



Ina Carolina ilustrou o livro infantil O cabelo da menina, escrito por Fernanda Takai. A obra compõe a coleção Kidsbook Itaú Criança, vencedora do prêmio Jabuti 2017 na categoria Infantil Digital.

Roraima tem ainda ilustradores com destaque nacional e internacional para além dos prêmios. Um exemplo é Will Cavalcante, que fez as artes da série ficcional em áudio (podcastEles Estão Aqui, prevista para estrear na plataforma Globoplay em 2023.

Além disso, a própria Ina Carolina trabalhou na série de animação, original da Netflix, Ridley Jones: A Guardiã do Museu, que estreou em 2021.

E vc? Conhece outros trabalhos de ilustradores de Roraima com destaque nacional e internacional? Comenta aí.

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quinta-feira, 21 de março de 2019

A boca da noite (Cristino Wapichana)

WAPICHANA, Cristino. A boca da noite. Rio de Janeiro: Zit, 2016.



Sinopse 
O que será que acontece quando o sol mergulha no rio? Será que ele toma banho antes de dormir? E depois disso, será que ele passa a noite dormindo dentro do próprio rio? Essas são algumas dúvidas que levam os irmãos Dum e Kupai a subirem a Laje do Trovão, o lugar mais perigoso da aldeia! E, para aumentar a adrenalina, os garotos ainda tiveram que ir dormir depois da história que seu pai contou sobre a Boca da Noite. Kupai, protagonista dessa história, ficou se indagando antes de dormir: será que essa boca tem dentes? Ela fala? Tem nariz? E se tem boca, deve ter cabeça e corpo, não é mesmo?

A boca da Noite conta um pouco da infância, da família, do cotidiano e da criatividade do povo Wapichana.

Ilustração
Graça Lima

Informações complementares 
O livro recebeu: o Prêmio Jabuti 2017 - categoria infantil (3º lugar); o Prêmio FNLIJ 2017 - categoria Criança; Prêmio FNLIJ 2017 - categoria Melhor Ilustração; Estrela de Prata no Prêmio Peter Pan - YBBY Suécia 2017 e menção honrosa no Concurso FNLIJ/UKA Tamoios de Textos de Escritores Indígenas 2014.

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quinta-feira, 22 de março de 2018

Literatura indígena de Roraima


Depois de, por séculos, se verem retratados em narrativas de terceiros, eles resolveram escrever a própria história. Sem abandonar a tradição oral, apropriaram-se da escrita. Hoje, é possível falar em literatura indígena. Em Roraima, temos alguns bons exemplos desse fenômeno.

Jaider Esbell
Jaider Esbell ilustrou o livro Uhiri (2017), de Devair Fiorotti
Artista visual e escritor, da etnia macuxi, nasceu em Normandia e viveu até aos 18 anos onde hoje é a Terra Indígena Raposa – Serra do Sol. 

É autor dos livros: Terreiro de Makunaima – mitos , lendas e estórias em vivências (2012) e Tardes de Agosto, Manhãs de Setembro, Noites de Outubro (2013).

O livro  ‘Terreiro de Makunaima’ foi publicado por meio do edital Bolsa Funarte de Criação Literária 2010. Além disso, Jaider Esbell teve projeto aprovado na Lei Rouanet.

Cristino Wapichana
O escritor mais premiado da história de Roraima é da etnia wapichana. Nascido em Boa Vista, Cristino Wapichana é autor das obras infantojuvenis: A Onça e o Fogo (2009, Manole), Sapatos Trocados (2014, Paulinas), A Oncinha Lili (2014, Edebe) e A Boca da Noite (2016, Zit). Atualmente, mora em São Paulo.

No currículo, acumula o terceiro lugar no Prêmio Jabuti e a comenda de melhor livro para crianças, da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ), ambos pela obra A Boca da Noite. 

A versão em sueco deste mesmo livro foi ainda recentemente segundo lugar no prêmio Peter Pan, concedido a obras estrangeiras pelo IBBY (Conselho Internacional sobre Livros para Jovens), da Suécia.

Kamuu Dan
Elizabeth Serra (Sec. Geral FNLIJ), Kamuu Dan e Daniel Munduruku.
Fonte: FNLIJ
Natural de Boa Vista, da etnia wapichana, Kamuu Dan, venceu o 14º Concurso FNLIJ/UKA Tamoios de Textos de Escritores Indígenas, com o conto ‘O sopro da Vida’ e foi segundo colocado na 12ª edição do mesmo prêmio, com a história ‘A árvore dos sonhos’, além de ter o conto ‘Cu Ehntoopuc’ selecionado para publicação na antologia Terra Suspensa: Novo Imaginário do Planalto Central do Brasil, da Editora Nautilus e do site literário Além da Fogueira. Atualmente, Kamuu Dan mora em Brasília.

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terça-feira, 20 de março de 2018

Verbo porvir: a poesia em gestação em Roraima

Eles têm futuro. São o futuro, ainda que já sejam presentes. E muito! Neste post serão mais associados ao amanhã que ao hoje por um único motivo: ainda não publicaram livro próprio. E, cá entre nós, se não publicarem muito em breve será uma pena (e uma perda!) para nós, leitores.

Conheça um pouco mais sobre alguns dos jovens poetas de Roraima que têm tudo para estar nas nossas prateleiras após algumas voltas ao redor do sol.

Felipe Thiago

Natural de Cubati (PB), atualmente é acadêmico de Letras/Literatura da UFRR. Quando ainda era estudante de ensino médio, teve um poema selecionado para a antologia Olhares Poéticos. Teve ainda sucesso no Prêmio Língua & Amigos, no Concurso Cultural Frankenweenie, no Prêmio Poesia Livre 2016, na Antologia Poética: I Concurso Roraimense de Poesia Universitária (2017) e no Concurso Pão e Poesia 2017. É ainda membro do Coletivo Carapanã, coletivo de intervenção urbana, que explora a poesia como forma de protesto e expressão, para levar arte às ruas de Boa Vista.


Talvez que hoje seja o dia
Em que eu finalmente seja lido
Nas entrelinhas das entrelinhas
E me torne letras e mais letras
despido

Talvez que hoje seja aquele dia
Que não acaba nunca
E é por tantas vezes desejado
E repetido

Talvez que hoje seja um dia
Desses trezentos qualquer
Em que eu, licenciado poético,
Faça dele o que quiser
Inclusive poesia


(poema de Felipe Thiago selecionado para a Antologia Poética: I Concurso Roraimense de Poesia Universitária)

Brendo Vieira


Natural de Boa Vista, é poeta, ator, compositor e oficineiro de declamação de poemas. Começou a gostar de poesia no ensino fundamental, após participar de um projeto de pequenos declamadores. Sua música Sopa de Pedras, em parceria com Victor Pium, foi classificada no VI Festival Canto Forte, em Roraima, em 2015. Seus poemas podem ser encontrados no blog Brendo Vieira e no site Recanto das Letras.


Sopa de Letras

Hoje eu me entrego a essa sopa de pedras
memórias pra fora, sentimentos pra trás
agora é fogo na lata, o resto... nem lembro mais

Só lembro da dor que é passar o dia
juntando dinheiro de forma honesta
vagando pedindo, trabalhando, e não roubando

Chego no mercado, ganho um companheiro
que só por causa do meu cheiro
acha que vou roubar
- Você me viu vigiando carro a manhã inteira
ainda pensa que eu penso que quero te assaltar?

Escolhi esse local
por causa da freguesia
por causa da pessoa que quero me tornar um dia

Visível invisível
vagabundo proletário
Agradeço pela esmola
mas desejo um salário

Hoje eu me entrego a essa sopa de pedras
memórias são historias, sentimentos lá pra trás
agora é fogo na lata e o resto nem lembro mais.

(poema publicado originalmente no blog Brendo Vieira e que, depois de virar música, em parceria com Victor Pium, se classificou para o VI Festival Canto Forte)

Vítor de Araújo


Natural de Belém (PA), chegou a Boa Vista com quatro anos de idade. Graduado em Letras/Inglês, é professor de Literatura e amante das literaturas brasileira, inglesa e americana. É autor do blog Leve Mediocridade.


estrelinha

Viro estrelinha
Enquanto não viro uma estrelinha.
Nesse tempo meu papa
Vende Pirulin da feira
(Brasileira)
No Sinal da Major o ilha
Com a Vil lhe rói

(poema de Vítor de Araújo publicado originalmente no blog Leve Mediocridade)

Vítor de Araújo foi um dos entrevistados do escritor Marcelino Freire no vídeo abaixo, do quadro Reverbera. 


Leia também:
Gabriel Alencar: promessa literária que já começa a se cumprir
Literatura em Roraima: fazer coletivo

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

Livro de Cristino Wapichana é finalista de prêmio na Suécia

A versão em sueco de A Boca da Noite, de Cristino Wapichana, está entre os dez melhores livros infantis de 2017 do prêmio Peter Pan, da Suécia. Ilustrada por Graça Lima, A Boca da Noite é a única obra brasileira da lista.

O prêmio é concedido anualmente pelo IBBY (Conselho Internacional sobre Livros para Jovens), da Suécia, a um livro infantil ou juvenil de autor estrangeiro. Entre os dez escolhidos desta edição estão ainda: dois da China, dois do Canadá, um da Alemanha, um da Holanda e um da França.


O lançamento da versão em sueco de A Boca da Noite (Nattens Mun) foi na Feira do Livro, em Gotemburgo, no ano passado. A obra já havia sido incluída na lista de honra do IBBY, instituto que está presente em 60 países. 

A cada dois anos, o instituto sueco escolhe para entrar na lista a obra de um escritor, um tradutor e um ilustrador vivos. A entrega do certificado a Cristino Wapichana está prevista início de setembro, em Atenas.

A Boca da Noite ficou em terceiro lugar na categoria livro infantil do Prêmio Jabuti 2017.

Para ler resenhas de livros infantojuvenis de Roraima, acesse:

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Pela primeira vez, Roraima é finalista do mais importante prêmio da literatura brasileira

Foram dois escritores roraimenses indicados: Cristino Wapichana e Ina Carolina

Roraima recebeu duas indicações no 59º Prêmio Jabuti, ambas obras voltadas ao público infantil. Pelo que se tem notícia, esta é primeira vez que o Estado tem, ao menos, um finalista no prêmio considerado o mais importante da literatura brasileira.

O livro ‘A boca da noite’, de Cristino Wapichana, foi indicado na categoria Infantil. ‘Kidsbook Itaú Criança’, da também roraimense Ina Carolina, em coautoria com outros escritores, foi indicado na categoria Infantil Digital. Os demais autores de ‘Kidsbook Itaú Criança’ são: Marcelo Rubens Paiva e Alexandre Rampazo, Luis Fernando Verissimo e Willian Santiago, Fernanda Takai, Adriana Carranca e Brunna Mancuso, Antonio Prata e Caio Bucaretchi. Atualmente, Cristino Wapichana e Ina Carolina moram em São Paulo.

Até então, o único registro que se tem de Roraima no Prêmio Jabuti foi em 2015 com o livro acadêmico ‘Agricultura Conservacionista no Brasil’, segundo lugar na categoria Ciências da Natureza, Meio Ambiente e Matemática. Um dos artigos que compõe a obra é de autoria do professor e pesquisador da UFRR Valdinar Ferreira Melo. Entretanto, o professor não é considerado pelo prêmio como autor do livro, organizado por Luiz Fernando Carvalho Leite, Giovana Alcântara Maciel e Ademir Sérgio Ferreira de Araújo.

Cristino Wapichana e Ina Carolina.
Crédito: acervo Jaime Brasil Filho

Leia também:
O nascimento de um conto ou como pari ‘Teu Futuro te Condena’ 

Para ler resenhas de livros de outros autores de Roraima, acesse:  
Ode a Ana Maria é fantástico 
O Homem de Barlovento: um tesouro oculto 
Resenha: Daniel Sapeca e o Diamante Azul do Tepequém (Clotilho Filgueiras) 

Resenha: Rapadura é doce, mas não é mole (José Vilela)