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quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

Livro de poesia de 1880 reconta histórias dos povos indígenas Arawak, Warao, Carib e Acawoio

O livro Legends and myths of the aboriginal Indians of British Guiana (Lendas e mitos dos índios aborígenes da Guiana Britânica, em tradução livre), publicado em 1880, reúne poemas escritos pelo missionário William Henry Brett sobre os povos indígenas Arawak (ou Aruak), Warao, Carib e Acawoio, que atualmente vivem na região da Guiana, do Brasil e da Venezuela.

O livro não tem tradução para português. Ao que se sabe, o texto literário ainda não foi objeto de pesquisas acadêmicas publicadas em português.

No prefácio, Brett diz que o objetivo da obra foi reunir em um único documento as tradições religiosas, mitológicas e históricas mais importantes dos quatro povos indígenas que vivem mais próximos da costa da Guiana.

Também no prefácio, o autor da obra justifica a escrita em versos por, segundo ele, "ser condizente com o estilo nativo de outrora", quando as tradições desses povos eram recitadas com entonação peculiar, cantadas em vez de narradas.

Os poemas rimados contam acontecimentos históricos como guerras intertribais e o contato com o Ocidente, bem como histórias relacionadas à tradição e ao imaginário indígena.

Abaixo, confira um trecho da obra inspirada em uma história acawoio que faz referência a Makunaima e ao Monte Roraima:

“Então, dizem, o grande Makonáima,
Criou para eles uma árvore maravilhosa,
Coberta de nuvens, como a alta Roráima,
Dando frutos em abundância—
De todos os tipos—a necessidade de
Seu amor e lealdade!” (Brett, 1880, p. 127, tradução livre).

O livro na íntegra em inglês pode ser acessado aqui ou aqui ou aqui.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2025

Mitopoemas Yãnomam (Emilie Chamie, coord.)

CHAMIE, Emilie (coord.). Mitopoemas Yãnomam. [São Paulo]: Olivetti, 1979. 



Sinopse 
Antologia de poemas yanomami.

Ilustração
Koromani Waica, Mamokè Rorowè e Kreptip Wakatautheri

Informações complementares 
Os poemas são resultado das descrições orais e desenhos de Koromani Waica, Mamokè Rorowè e Kreptip Wakatautheri.

Veja também

sábado, 14 de outubro de 2023

Textos literários indígenas de Roraima coletados por pesquisadores e afins

Este é um desdobramento de outro post deste blog: Obras literárias de Roraima: levantamento inicial. Por isso, os critérios aqui utilizados para organização das informações foram os mesmos dos usados lá.


Este levantamento teve a colaboração de Ananda Machado, André Fonseca, Sony Ferseck e Centro de Documentação Indígena (CDI) da Diocese de Roraima.

Da mesma forma que no post que inspirou este, se você viu alguma informação equivocada ou sabe de uma publicação de texto literário indígena de Roraima coletado por pesquisador ou afim que não conste na lista, avise, por favor.

1847

    1868
      • The indian tribes of Guiana: their condition and habits (William Henry Brett) (em Inglês)

      1880
        • Legends and Myths of the Aboriginal Indians of British Guiana (William Henry Brett) (em Inglês)

        1883
          • Among indians of Guiana (Everard F. Im Thurn) (em Inglês)

          1890

            1891
              • Die flutslagen (Richard Andree) (em Alemão)

              1915
                • The animism and folklore of the Guiana Indians (Walter E. Roth) (em Inglês)

                1916

                  1923
                    • Vom Roroima zum Orinoco, band III (Theodor Koch-Grünberg) (em Alemão)

                    1924

                      1924-1925

                        1946

                          1950

                            1951

                              1964
                                • Tauron Panton: cuentos y leyendas de los índios pemóm (Cesáreo Armellada)

                                1968

                                  1971

                                    1980
                                      • Mitopoemas Yãnom (Claudia Andujar) – poema

                                      1983
                                        • Macusi Panton. História das setes estrelas. Tamîkn Pantoni n. 5 (Diocese de Roraima, org.)
                                        • Makuxi Panton. Kaikuxi, morabai, vîdamuri teekoremasenon (Diocese de Roraima, org.)
                                        • Makuxi Panton. O homem que teve muitos genros (Diocese de Roraima, org.)

                                        1988
                                          • Makuxi Panton Histórias Makuxi 1 (Diocese de Roraima, org.)
                                          • Makuxi Panton Histórias Makuxi 2. Makunaimî (Diocese de Roraima, org.)

                                          1989
                                            • Makuxi Panton Histórias Makuxi 3. Kaiwîno'yamî Pantoni (Diocese de Roraima, org.)

                                            1990

                                            1991
                                              • Makuxi Panton: história da raposa, da rolinha e da coruja. v. 4 (Diocese de Roraima, org.) – conto

                                              1996
                                                • Morî Panton: belas histórias (Julieta Souza Silva)
                                                • Fatos e lendas dos mistérios da Amazônia: fantasias poéticas (Carlos Alberto Maciel Pinheiro)

                                                1997
                                                  • Histórias, lendas e mitos (Cecy Lya Brasil) – lenda

                                                  1998
                                                    • Makuxi panton: histórias makuxi. N. 2 (Jorge Tobias)

                                                    2001
                                                      • Ipa pata pë kahiya turu (Adriana Maria Huber; Maria Edna Brito)

                                                      2011

                                                        2015
                                                          • Wapichan paradan idia’an aichapkary pabinak na’ik kadyzyi kid (Kimi da Silva Oliveira; Maria Shirlene de Souza Silva; Maurício Camilo)

                                                          2016
                                                            • O surgimento da noite (Pajés do Parahiter) - conto
                                                            • Os comedores de terra (Pajés do Parahiter) - conto

                                                            2017
                                                              • A árvore de cantos (Pajés do Parahiter) - conto
                                                              • Inaha ipa pata thëpë kuama 1 (Alfredo Yanomama et al, org.)
                                                              • O surgimento dos pássaros (Pajés do Parahiter) – conto

                                                              2018

                                                                2019

                                                                  2020

                                                                    2021

                                                                      2023

                                                                        Obs. 1: fazem parte do levantamento publicações relativas ao território hoje denominado Estado de Roraima, o que inclui os Territórios Federais de Roraima e de Rio Branco e a região do Vale do Rio Branco, bem como obras referentes aos povos indígenas que atualmente ocupam esse território.

                                                                        Obs. 2: com base em Cesaro De Armellada e Devair Fiorotti, neste levantamento, são considerados textos literários: narrativas, cantos e palavras encantadas ("rezas").

                                                                        Leia também
                                                                        Obras literárias de Roraima: levantamento inicial
                                                                        Histórias em quadrinhos de Roraima: levantamento (2014-2021)

                                                                        quarta-feira, 6 de novembro de 2019

                                                                        Resenha: A cor do dinheiro da vovó, de Cristino Wapichana

                                                                        Educação financeira a partir da visão de uma anciã indígena analfabeta. A proposta do livro infantojuvenil ‘A cor do dinheiro da vovó’, de Cristino Wapichana, gera, ao mesmo tempo, estranheza e curiosidade. E surpreende: para mim, é o melhor texto do autor publicado até o momento. 

                                                                        ‘A cor do dinheiro da vovó’ vai além de seu objetivo didático. Aliás, quase toda a obra nos faz esquecer tal pretenso didatismo. De suas páginas emanam poesia, como “mãos delicadas, que mais pareciam um par de asas de passarinho guardando um sorriso amável”. 

                                                                        E também a escolha por retratar o povo wapichana no contexto urbano é um diferencial, em um cenário com predominância de livros, escritos por autores indígenas ou não, com personagens indígenas sem contato com os karaiowá (estrangeiros, não indígenas). E, assim, em ‘A cor do dinheiro da vovó’, vemos os wapichana em um mundo onde há escolas, cercas, igrejas, comércio, banco, dinheiro. Eles aparecem como estudantes, aposentados, servidores públicos, educadores, agentes de saúde, etc. Esse foi o aspecto da obra que mais me cativou.

                                                                        Pode-se questionar, e confesso que discretamente senti algo me apertar o peito: como trabalhar educação financeira a partir da visão indígena, se foi a ganância pelo dinheiro que levou os colonizadores a violentarem e dizimarem os povos originários? 

                                                                        Bem, ainda que não seja o foco, a ferida aberta por esse contato forçado e truculento pode ser encontrada no livro: “Os estrangeiros dominaram nosso povo, apossaram-se de nossas terras e nos obrigaram a servi-los. Carregamos as marcas e o peso dessa guerra até hoje em nossa cultura”. 

                                                                        Mas a escolha de Cristino Wapichana é outra: pela voz da avó de Pymid, o leitor viaja pelas diferentes versões que as cédulas e moedas brasileiras tiveram ao longo da história.

                                                                        As ilustrações de Alyne Dallacqua também são incríveis. Os traços físicos dos personagens wapichana, bem como a pintura corporal, a iconografia e as indumentárias típicas retratadas, são tão convincentes que fizeram eu me sentir em casa. Provavelmente resultam de uma competente pesquisa de imagens.

                                                                        Por fim, com ‘A cor do dinheiro da vovó’, pode-se (re)aprender que há muitas formas de saber e todas elas devem ser valorizadas. Afinal, quem não se encantaria ao, debaixo de uma árvore, ver o jeito mágico de contar o mundo daquela que não sabia calcular como os estrangeiros ensinavam, mas sempre narrava como ninguém histórias magistrais de seu povo?

                                                                        Leia também

                                                                        quinta-feira, 18 de julho de 2019

                                                                        Sapatos trocados (Cristino Wapichana)

                                                                        WAPICHANA, Cristino. Sapatos trocados: como o tatu ganhou suas grandes garras. São Paulo: Paulinas, 2014.



                                                                        Sinopse 
                                                                        O livro narra a saga de Kapaxi, um grande velocista e contador de histórias, que recebeu um par de sapatos mágicos de presente de Tuminkery (criador de todas as coisas) para atuar numa missão muito especial: a de mensageiro oficial do reino animal. Kapaxi era cheio de alegria e muito adorado pelos pequeninos, que aguardavam suas visitas repentinas para ouvir suas belas histórias. Foi em uma das grandes festas dadas pelo Jabuti que o animal teve seus sapatos trocados por engano pelo de Aro, e a partir desse acontecimento Kapaxi precisou adaptar-se a uma nova vida.

                                                                        Ilustração
                                                                        Maurício Negro

                                                                        Informações complementares 
                                                                        O livro recebeu o selo FNLIJ Altamente Recomendável 2015.

                                                                        Veja também
                                                                        Obras literárias de Roraima: levantamento inicial
                                                                        O cão e o curumim (Cristino Wapichana)
                                                                        A onça e o fogo (Cristino Wapichana)
                                                                        A boca da noite (Cristino Wapichana)
                                                                        Literatura indígena de Roraima
                                                                        Livro de Cristino Wapichana é finalista de prêmio na Suécia
                                                                        A onça na literatura de Roraima

                                                                        quinta-feira, 11 de julho de 2019

                                                                        O cão e o curumim (Cristino Wapichana)

                                                                        WAPICHANA, Cristino. O cão e o curumim. São Paulo: Melhoramentos, 2018.



                                                                        Sinopse 
                                                                        História de amizade e lealdade entre um curumim e seu cachorro, Amigo. Uma história que mora nas memórias do autor e resgata as tradições de seu povo, apresentando ao leitor alguns recortes do dia a dia do curumim e de sua amorosa e respeitosa relação com seus familiares, a natureza e os animais.

                                                                        Ilustração
                                                                        Taisa Borges

                                                                        Veja também
                                                                        Obras literárias de Roraima: levantamento inicial
                                                                        A onça e o fogo (Cristino Wapichana)
                                                                        A boca da noite (Cristino Wapichana)
                                                                        Literatura indígena de Roraima
                                                                        Livro de Cristino Wapichana é finalista de prêmio na Suécia
                                                                        A onça na literatura de Roraima

                                                                        quarta-feira, 10 de julho de 2019

                                                                        O sopro da vida (Kamuu Dan Wapichana)

                                                                        WAPICHANA, Kamuu Dan. O sopro da vida. São Paulo: Expressão Popular, 2019.



                                                                        Sinopse 
                                                                        Esta é a história de Wyn Dan, menino de quatro anos da etnia Wapichana, que vive no cerrado do Planalto Central do Brasil e quer salvar as “plantas bebês”, como chama as sementes, que estão doentes e não germinam. Assim, inicia sua trajetória junto à Mãe Terra, à família e aos grandes espíritos, com os pajés. Uma narrativa de amor e esperança em que as tradições ancestrais de respeito, conhecimento e cuidado da Natureza podem germinar dentro da infância.

                                                                        Ilustração
                                                                        Marcos Antônio dos S. Viana e Andrea Diogo

                                                                        Informações complementares 
                                                                        Edição bilíngue: Português e Wapichana. O conto 'O sopro da vida' ficou em primeiro lugar em 2017 no 14º Concurso FNLIJ/UKA Tamoios de Textos de Escritores Indígenas.

                                                                        Veja também

                                                                        quinta-feira, 13 de junho de 2019

                                                                        A onça e o fogo (Cristino Wapichana)

                                                                        WAPICHANA, Cristino. A onça e o fogo. Barueri, SP: Amarilys, 2009.


                                                                        Sinopse 
                                                                        Este livro resgata uma lenda indígena que narra o resultado do duelo travado entre a onça e o fogo, em um tempo fantástico cheio de perigos e aventuras.

                                                                        Ilustração
                                                                        Helton Faustino

                                                                        Informações complementares 
                                                                        A história foi vencedora do 4° concurso Tamoios de Literatura pela FNLIJ 2007.

                                                                        Veja também
                                                                        Obras literárias de Roraima: levantamento inicial
                                                                        A boca da noite (Cristino Wapichana)
                                                                        Literatura indígena de Roraima
                                                                        Livro de Cristino Wapichana é finalista de prêmio na Suécia
                                                                        A onça na literatura de Roraima

                                                                        quinta-feira, 21 de março de 2019

                                                                        A boca da noite (Cristino Wapichana)

                                                                        WAPICHANA, Cristino. A boca da noite. Rio de Janeiro: Zit, 2016.



                                                                        Sinopse 
                                                                        O que será que acontece quando o sol mergulha no rio? Será que ele toma banho antes de dormir? E depois disso, será que ele passa a noite dormindo dentro do próprio rio? Essas são algumas dúvidas que levam os irmãos Dum e Kupai a subirem a Laje do Trovão, o lugar mais perigoso da aldeia! E, para aumentar a adrenalina, os garotos ainda tiveram que ir dormir depois da história que seu pai contou sobre a Boca da Noite. Kupai, protagonista dessa história, ficou se indagando antes de dormir: será que essa boca tem dentes? Ela fala? Tem nariz? E se tem boca, deve ter cabeça e corpo, não é mesmo?

                                                                        A boca da Noite conta um pouco da infância, da família, do cotidiano e da criatividade do povo Wapichana.

                                                                        Ilustração
                                                                        Graça Lima

                                                                        Informações complementares 
                                                                        O livro recebeu: o Prêmio Jabuti 2017 - categoria infantil (3º lugar); o Prêmio FNLIJ 2017 - categoria Criança; Prêmio FNLIJ 2017 - categoria Melhor Ilustração; Estrela de Prata no Prêmio Peter Pan - YBBY Suécia 2017 e menção honrosa no Concurso FNLIJ/UKA Tamoios de Textos de Escritores Indígenas 2014.

                                                                        Veja também
                                                                        Obras literárias de Roraima: levantamento inicial
                                                                        Makuxi Panton: história da raposa, da rolinha e da coruja (Diocese de Roraima)
                                                                        Macunaíma, de Mário de Andrade X Makunaíma, de Theodor Koch-Grünberg
                                                                        A onça na literatura de Roraima
                                                                        Literatura indígena de Roraima
                                                                        Livro de Cristino Wapichana é finalista de prêmio na Suécia
                                                                        Órfãos de Haximu e os órfãos de literatura sobre o povo Yanomami

                                                                        quinta-feira, 22 de março de 2018

                                                                        Literatura indígena de Roraima


                                                                        Depois de, por séculos, se verem retratados em narrativas de terceiros, eles resolveram escrever a própria história. Sem abandonar a tradição oral, apropriaram-se da escrita. Hoje, é possível falar em literatura indígena. Em Roraima, temos alguns bons exemplos desse fenômeno.

                                                                        Jaider Esbell
                                                                        Jaider Esbell ilustrou o livro Uhiri (2017), de Devair Fiorotti
                                                                        Artista visual e escritor, da etnia macuxi, nasceu em Normandia e viveu até aos 18 anos onde hoje é a Terra Indígena Raposa – Serra do Sol. 

                                                                        É autor dos livros: Terreiro de Makunaima – mitos , lendas e estórias em vivências (2012) e Tardes de Agosto, Manhãs de Setembro, Noites de Outubro (2013).

                                                                        O livro  ‘Terreiro de Makunaima’ foi publicado por meio do edital Bolsa Funarte de Criação Literária 2010. Além disso, Jaider Esbell teve projeto aprovado na Lei Rouanet.

                                                                        Cristino Wapichana
                                                                        O escritor mais premiado da história de Roraima é da etnia wapichana. Nascido em Boa Vista, Cristino Wapichana é autor das obras infantojuvenis: A Onça e o Fogo (2009, Manole), Sapatos Trocados (2014, Paulinas), A Oncinha Lili (2014, Edebe) e A Boca da Noite (2016, Zit). Atualmente, mora em São Paulo.

                                                                        No currículo, acumula o terceiro lugar no Prêmio Jabuti e a comenda de melhor livro para crianças, da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ), ambos pela obra A Boca da Noite. 

                                                                        A versão em sueco deste mesmo livro foi ainda recentemente segundo lugar no prêmio Peter Pan, concedido a obras estrangeiras pelo IBBY (Conselho Internacional sobre Livros para Jovens), da Suécia.

                                                                        Kamuu Dan
                                                                        Elizabeth Serra (Sec. Geral FNLIJ), Kamuu Dan e Daniel Munduruku.
                                                                        Fonte: FNLIJ
                                                                        Natural de Boa Vista, da etnia wapichana, Kamuu Dan, venceu o 14º Concurso FNLIJ/UKA Tamoios de Textos de Escritores Indígenas, com o conto ‘O sopro da Vida’ e foi segundo colocado na 12ª edição do mesmo prêmio, com a história ‘A árvore dos sonhos’, além de ter o conto ‘Cu Ehntoopuc’ selecionado para publicação na antologia Terra Suspensa: Novo Imaginário do Planalto Central do Brasil, da Editora Nautilus e do site literário Além da Fogueira. Atualmente, Kamuu Dan mora em Brasília.

                                                                        Leia também: