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segunda-feira, 1 de dezembro de 2025

Mitopoemas Yãnomam (Emilie Chamie, coord.)

CHAMIE, Emilie (coord.). Mitopoemas Yãnomam. [São Paulo]: Olivetti, 1979. 



Sinopse 
Antologia de poemas yanomami.

Ilustração
Koromani Waica, Mamokè Rorowè e Kreptip Wakatautheri

Informações complementares 
Os poemas são resultado das descrições orais e desenhos de Koromani Waica, Mamokè Rorowè e Kreptip Wakatautheri.

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terça-feira, 21 de maio de 2019

Urihi: nossa terra, nossa floresta (Devair Fiorotti)

FIOROTTI, Devair. Urihi: nossa terra, nossa florestaSão Paulo: Patuá, 2017.


Sinopse 
Por meio de versos, o livro narra a volta de um yanomami para casa, após ser abandonado por seu "dono", um garimpeiro. 

Ilustração
Jaider Esbell

Informações complementares 
Baseada em uma história real, a obra foi referência nos vestibulares UFRR 2019 e 2020.

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quinta-feira, 18 de abril de 2019

Mulher entre três culturas (Loretta Emiri)

EMIRI, Loretta. Mulher entre três culturas: ítalo-brasileiras "educada" pelo Yanomami. São Paulo: Edicon, 1992.



Sinopse 
Poemas "etnográficos" que tocam em temas como diversidade cultural, relativização, autonomia, identidade, resistência e liberdade.

Informações complementares 
Há poemas em Português e Italiano.

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Entrevista com a escritora Loretta Emiri

terça-feira, 27 de novembro de 2018

Roraima: inspiração e cenário de livros ficcionais de escritores não roraimenses

Neste blog, já resenhamos obras literárias cujas histórias se passam em Roraima escritas por autores que não nasceram nem moram ou moraram no Estado. 

Ainda que a obra não cite textualmente a montanha, o Monte Roraima é a inspiração e o cenário do infantojuvenil ‘O Mundo Perdido’, do escritor britânico Arthur Conan Doyle. Outro exemplo é o também infantojuvenil ‘Órfãos de Haximu’, de (2010), das autoras cariocas Inês e Maria Lúcia Daflon, sobre o povo Yanomami. 

Conheça algumas outras obras escritas por não roraimenses também inspiradas e/ou ambientadas em Roraima: 

Macunaíma (1928), de Mário de Andrade 
Macunaíma, livro de Mário de Andrade publicado em 1928, é considerado um dos principais romances modernistas. A obra é uma rapsódia sobre a formação do Brasil, em que vários elementos nacionais se cruzam numa narrativa que conta a história de Macunaíma, o "herói sem nenhum caráter".

A principal inspiração do romance é o segundo de cinco volumes do livro, publicado em alemão em 1916, ‘Do Roraima ao Orinoco’, em que o etnólogo Theodor Koch-Grünberg, transcreve histórias narradas por indígenas dos povos Arekuná e Taulipanque (Taurepang). Mário de Andrade mesclou a história de Makunaíma, como grafa Koch-Grünberg, com outras de Capistrano de Abreu, Couto Magalhães, Pereira da Costa e relatos orais. 

Sinopse: Macunaíma nasceu no fundo do mato-virgem, filho do medo e da noite, uma criança birrenta, preguiçosa e de mente ardilosa. Passa a infância em uma tribo amazônica até que toma banho de mandioca brava e se torna um adulto. Apaixona-se por Ci, a Mãe do Mato, e com ela tem um filho que morre ainda bebê. 

Após a morte do filho, Ci sobe aos céus de desgosto e vira uma estrela. Macunaíma fica muito triste por perder a sua amada, tendo como única recordação dela um amuleto chamado muiraquitã. Porém ele o perde. 

Macunaíma descobre que o amuleto está em São Paulo na posse de Venceslau Pietro Pietra, o gigante Piamã comedor de gente, para onde vai com os irmãos a fim de recuperar o muraiquitã. 

Ua: Brari: do outro lado do mundo (1990), de Marcelo Rubens Paiva 
Lançado originalmente em 1990, Ua: Brari é o terceiro livro de Marcelo Rubens Paiva, autor do clássico Feliz Ano Velho. Apesar disso, o autor não considera este seu melhor livro: “Pessoas gostam de coisas em Feliz Ano Velho que considero tolas. Meu livro Ua: Brari: passou despercebido. Já encontrei alguns amigos que me falam que é o meu melhor livro. Livro semi-experimental, que escrevi todo ele entorpecido por THC e pela paixão por Guimarães Rosa”. 

Em Ua: Brari, os dramas de cada personagem se misturam à história recente do Brasil. O livro conta a trajetória de Fred, que retoma seu romance com Bia no dia do casamento dela com Júlio, irmão de Zaldo. Os três rapazes já namoraram Bia e, quando jovens, todos estudaram juntos, mas não desconfiam que a vida deles em breve estará interligada num enredo de paixão, drama, dor e loucura. 

Jornalista, Fred é convocado para fazer uma expedição à Amazônia e descobrir o paradeiro de Zaldo, que, desapareceu na mata. Mais tarde chega a notícia de que este lidera uma seita e é tratado como messias pelos povos da floresta. Chamam-no de Ua: Brari, que, segundo lenda dos índios Macuxi, é o nome do jovem que conhecia o caminho para o outro lado do mundo. 

Histórias de corrupção e mentira surgem diante do repórter, mas ele precisa se calar, pois tem a vida ameaçada. 

A árvore do mundo e outros feitos de Macunaíma: mito-herói dos índios makuxi, wapixana, taulipang e arekuná (1986), de Ciça Fittipaldi 
Assim como Macunaíma, de Mário de Andrade, A árvore do mundo e outros feitos de Macunaíma, de Ciça Fittipaldi, também se inspira na obra Mitos e lendas dos índios Taulipang e Arekuná, de Koch-Grunberg, que corresponde ao segundo tomo do livro Do Roraima ao Orinoco.

O livro de Ciça Fittipaldi faz parte da série Morená, com a qual a autora conquistou o Prêmio APCA Destaque Especial em Literatura Infantil de 1986. 

Também compõe a série o livro ‘Naro, o Gambá: mito dos índios yanomami’, além de outras obras inspiradas em etnias indígenas brasileiras. 

Sinopse: as façanhas de Macunaíma, narradas com o falar direto e encantatório dos indígenas. O mito-herói revelou e ordenou o mundo. A beleza das ilustrações ilumina o tom mágico e poético do texto. 

Naro, o gambá: mito dos índios yanomami (1986), de Ciça Fittipaldi 
Com ilustrações inspiradas nas culturas indígenas de onde foram transcritos, a obra apresenta os mitos de índios em linguagem que tem por objetivo conservar o tom mágico e a poesia. 

A história de Naro, além de narrar como as coisas se instalaram no mundo, pintando nos bichos as pinturas corporais que se tornaram suas características, fala sobre a vaidade, o ciúme amoroso e seus venenos letais. 

No tempo em que os bichos eram gente, o Gambá vivia com Mel numa cabana. As moças Flor e Abelha foram à cabana de Gambá, e este se mostrou para elas. Só que elas gostaram de Mel, que era bonito e cheiroso, enquanto Gambá era feio e malcheiroso.

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domingo, 29 de julho de 2018

Roraima na Flip 2018: fotografia, poesia e prosa

Roraima marcou presença na 16ª Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), em julho deste ano. Veja um pouco de como foi a nossa participação no principal evento internacional dedicado à literatura no Brasil.

Yano-a  

Yanomami. 2018. Foto: Claudia Andujar.
Fonte: Itaú Cultural
A exposição Yano-a reuniu fotografias de Claudia Andujar, fotógrafa e ativista suíça, naturalizada brasileira, com longo envolvimento com a Amazônia brasileira e o povo indígena Yanomami. 

No mundo Yanomami, Yano-a é o lar de grandes famílias. É também o local das festividades, da cura xamânica, da confraternização entre as comunidades e onde as famílias vivem e criam crianças que crescem e aprendem a viver. 

Claudia Andujar é uma das fundadoras da Comissão pela Criação do Parque Yanomami. Foi fotojornalista da revista Realidade e realizou importantes ensaios fotográficos na companhia dessas populações. Trabalhos seus integram acervos de importantes museus, como o MoMA, em Nova York.

Yanomami para sempre!
A mesa 'Yanomami para sempre!' teve a participação da fotógrafa Claudia Andujar, do líder Davi Kopenawa Yanomami e do missionário Carlo Zacquini. Davi Kopenawa é um dos autores do livro A queda do céu.

Literatura em Roraima 
Autor de ‘Urihi: nossa terra, nossa floresta’, o poeta Devair Fiorotti participou da atividade ‘Conversa sobre a Literatura produzida em Roraima’. 

O livro Urihi reúne poemas que retratam a história real de um yanomami voltando para sua casa, "que já não existe", após ser abandonado por um garimpeiro para quem teria trabalhado como escravo no garimpo.




Teatro do Oprimido 
Bárbara Santos e Francisco Alves Gomes. Foto: Kazuá.
Autor do livro de contos ‘Fotografias desmemoriadas de mim, de ti, de outrem’ e de três livros de poemas, Francisco Alves Gomes mediou uma mesa sobre a estética do Teatro do Oprimido.

O debate contou ainda com a presença da atriz, socióloga e curinga do Teatro do Oprimido Bárbara Santos. Criado por Augusto Boal, o termo Curinga define a função de facilitador e especialista em Teatro do Oprimido.

Além de escritor, Francisco Alves Gomes é mestre e doutorando em Literatura, pela UNB. Seu objeto de pesquisa no mestrado e no doutorado é a produção de Hilda Hilst para o teatro, homenageada da Flip deste ano.

Vídeo de Francisco Alves Gomes sobre a Flip 2018

Poema de Hilda Hilst, interpretado por Francisco Alves Gomes

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Órfãos de Haximu e os órfãos de literatura sobre o povo Yanomami

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Órfãos de Haximu e os órfãos de literatura sobre o povo Yanomami



O fato de ser uma obra literária que retrata o povo Yanomami foi o que me instigou a ler o livro infantojuvenil Órfãos de Haximu (2010), de Inês e Maria Lúcia Daflon, com ilustrações de Joãocaré. Sei de raras iniciativas literárias sobre tal povo, ainda mais voltadas a crianças e adolescentes.

Tendo como pano de fundo dois marcos na história, relacionados a conflitos de terra e povos indígenas, ocorridos em Roraima, o Massacre de Haximu e a homologação da Raposa Serra do Sol, o livro conta a história de Daniel, um yanomami, criado em Londres pelo pai inglês, e que, depois de adulto, resolve voltar a Roraima e conhecer sua história: para protegê-lo, o pai o separou da irmã gêmea, após o nascimento. Segundo a cultura daquele povo, somente a menina deveria sobreviver.

A história aborda temas como amor, educação, povos indígenas, justiça, política, meio ambiente e pluralidade cultural. Não me arrependi da leitura. Tive a impressão de que o livro, escrito por duas cariocas, foi pensado para outro público que não o roraimense. Ainda assim, nós que estamos geograficamente mais próximos dos yanomami, mas muitas vezes distantes em outros tantos aspectos, podemos, pela leitura, iniciar esse contato e, quem sabe, nos compreender um pouco mais.

Dentro das limitações do formato, a obra traz uma boa contextualização sobre o tema principal abordado, além de apresentar sobre ele um ponto de vista interessante. O gênero ação de modo mais intenso e que provavelmente agrade o público mais jovem fica para o último capítulo do livro. 

Ao fim, ficou em mim a vontade de ler A Queda do Céu: Palavras de um Xamã Yanomami, de Davi Kopenawa e Bruce Albert.

Outras resenhas: 
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