terça-feira, 27 de março de 2018

Roraima deve publicar cinco livros inéditos, via edital público


Ao que tudo indica, Roraima terá ainda neste ano novas obras literárias na praça. O edital 007/2017 – Incentivo e Fomento à Literatura, da Secretaria de Estado da Cultura, selecionou para publicação com recursos públicos cinco projetos de romance e livros de poemas.

Conheça as obras selecionadas:

Incertezas no Meio do Mundo (Edgar Borges)

O livro de poemas Incertezas no Meio do Mundo, de autoria de Edgar Borges, trabalha de forma subjetiva e envolvente os matizes do cotidiano, perpassando por “verdades incômodas”. A obra tem dimensão de 14x21, capa colorida e 80 poemas. O projeto propõe ainda rodas de conversas em escolas públicas de Boa Vista.


Eroquês – Historia Causas e Lendas - Em Poesia (Edison Eroquês Velho)

O livro Eroquês – Histórias, Causas e Lendas – Em Poesia é o primeiro trabalho literário de Edison Eroquês Velho. A obra é uma coletânea de histórias, causas e lendas transformadas em poemas. Trata-se de uma produção com grande apelo ao nativismo da cultura gaúcha, uma grande viagem aos pampas, uma visão dos costumes e tradição, da vida nas fazendas e da lida com o gado, da doma de potros, da vida do gaúcho do interior. Junto a esse trabalho, o autor compôs alguns poemas exaltando os costumes do caboclo de Roraima, sua fauna, flora e alguns deuses da mitologia indígena.

Eldorado de Brisa (Aldenor Pimentel)

O livro Eldorado de Brisa, de autoria de Aldenor Pimentel, possui 237 páginas e conta a história de uma jovem que se aventura por um mundo diferente, levando também outro indivíduo a largar todas as coisas e seguir após ela. Obedece ao gênero drama, fazendo um vislumbre do regionalismo quase mítico, onde se procura o velho e comentado Eldorado, só que dessa vez não se passa no Orinoco, na Venezuela, ou no Parimé, em Roraima, mas na Bolívia e no Acre.

Aves de Arribação (Lindomar Bach)

O livro Aves de Arribação, de autoria de Lindomar Bach, é composto por seis capítulos, revestidos de uma linguagem simples, em que se percebe e se compreende a visão do autor, num desejo de se aprofundar no universo de personagens que se aventuraram e se aventuram numa migração que faz lembrar as aves e sua trajetória cigana, despojada, migratória. O ambiente em que se funda a obra remonta à época do garimpo, conta a história de uma família de nordestinos que escolheu Roraima para viver e projetar um futuro melhor.

O Herói “Qualquer Um” (Danilo Santos)

O livro O Herói Qualquer Um, de autoria de Danilo Santos, possui dez capítulos e conta a história de um jovem que, estimulado pelo desejo de conhecer a casa do poeta chileno Pablo Neruda, e enauseado pela vida tediosa de empregado que levava, resolve pedir demissão e deixar tudo para trás, em busca de uma aventura que lhe emprestasse fascínio e sentido para a vida.

As informações sobre as obras foram tiradas dos pareceres de mérito cultural, emitidos pelo Conselho Estadual de Cultura, publicados no Diário Oficial do Estado.

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quinta-feira, 22 de março de 2018

Literatura indígena de Roraima


Depois de, por séculos, se verem retratados em narrativas de terceiros, eles resolveram escrever a própria história. Sem abandonar a tradição oral, apropriaram-se da escrita. Hoje, é possível falar em literatura indígena. Em Roraima, temos alguns bons exemplos desse fenômeno.

Jaider Esbell
Jaider Esbell ilustrou o livro Uhiri (2017), de Devair Fiorotti
Artista visual e escritor, da etnia macuxi, nasceu em Normandia e viveu até aos 18 anos onde hoje é a Terra Indígena Raposa – Serra do Sol. 

É autor dos livros: Terreiro de Makunaima – mitos , lendas e estórias em vivências (2012) e Tardes de Agosto, Manhãs de Setembro, Noites de Outubro (2013).

O livro  ‘Terreiro de Makunaima’ foi publicado por meio do edital Bolsa Funarte de Criação Literária 2010. Além disso, Jaider Esbell teve projeto aprovado na Lei Rouanet.

Cristino Wapichana
O escritor mais premiado da história de Roraima é da etnia wapichana. Nascido em Boa Vista, Cristino Wapichana é autor das obras infantojuvenis: A Onça e o Fogo (2009, Manole), Sapatos Trocados (2014, Paulinas), A Oncinha Lili (2014, Edebe) e A Boca da Noite (2016, Zit). Atualmente, mora em São Paulo.

No currículo, acumula o terceiro lugar no Prêmio Jabuti e a comenda de melhor livro para crianças, da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ), ambos pela obra A Boca da Noite. 

A versão em sueco deste mesmo livro foi ainda recentemente segundo lugar no prêmio Peter Pan, concedido a obras estrangeiras pelo IBBY (Conselho Internacional sobre Livros para Jovens), da Suécia.

Kamuu Dan
Elizabeth Serra (Sec. Geral FNLIJ), Kamuu Dan e Daniel Munduruku.
Fonte: FNLIJ
Natural de Boa Vista, da etnia wapichana, Kamuu Dan, venceu o 14º Concurso FNLIJ/UKA Tamoios de Textos de Escritores Indígenas, com o conto ‘O sopro da Vida’ e foi segundo colocado na 12ª edição do mesmo prêmio, com a história ‘A árvore dos sonhos’, além de ter o conto ‘Cu Ehntoopuc’ selecionado para publicação na antologia Terra Suspensa: Novo Imaginário do Planalto Central do Brasil, da Editora Nautilus e do site literário Além da Fogueira. Atualmente, Kamuu Dan mora em Brasília.

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terça-feira, 20 de março de 2018

Verbo porvir: a poesia em gestação em Roraima

Eles têm futuro. São o futuro, ainda que já sejam presentes. E muito! Neste post serão mais associados ao amanhã que ao hoje por um único motivo: ainda não publicaram livro próprio. E, cá entre nós, se não publicarem muito em breve será uma pena (e uma perda!) para nós, leitores.

Conheça um pouco mais sobre alguns dos jovens poetas de Roraima que têm tudo para estar nas nossas prateleiras após algumas voltas ao redor do sol.

Felipe Thiago

Natural de Cubati (PB), atualmente é acadêmico de Letras/Literatura da UFRR. Quando ainda era estudante de ensino médio, teve um poema selecionado para a antologia Olhares Poéticos. Teve ainda sucesso no Prêmio Língua & Amigos, no Concurso Cultural Frankenweenie, no Prêmio Poesia Livre 2016, na Antologia Poética: I Concurso Roraimense de Poesia Universitária (2017) e no Concurso Pão e Poesia 2017. É ainda membro do Coletivo Carapanã, coletivo de intervenção urbana, que explora a poesia como forma de protesto e expressão, para levar arte às ruas de Boa Vista.


Talvez que hoje seja o dia
Em que eu finalmente seja lido
Nas entrelinhas das entrelinhas
E me torne letras e mais letras
despido

Talvez que hoje seja aquele dia
Que não acaba nunca
E é por tantas vezes desejado
E repetido

Talvez que hoje seja um dia
Desses trezentos qualquer
Em que eu, licenciado poético,
Faça dele o que quiser
Inclusive poesia


(poema de Felipe Thiago selecionado para a Antologia Poética: I Concurso Roraimense de Poesia Universitária)

Brendo Vieira


Natural de Boa Vista, é poeta, ator, compositor e oficineiro de declamação de poemas. Começou a gostar de poesia no ensino fundamental, após participar de um projeto de pequenos declamadores. Sua música Sopa de Pedras, em parceria com Victor Pium, foi classificada no VI Festival Canto Forte, em Roraima, em 2015. Seus poemas podem ser encontrados no blog Brendo Vieira e no site Recanto das Letras.


Sopa de Letras

Hoje eu me entrego a essa sopa de pedras
memórias pra fora, sentimentos pra trás
agora é fogo na lata, o resto... nem lembro mais

Só lembro da dor que é passar o dia
juntando dinheiro de forma honesta
vagando pedindo, trabalhando, e não roubando

Chego no mercado, ganho um companheiro
que só por causa do meu cheiro
acha que vou roubar
- Você me viu vigiando carro a manhã inteira
ainda pensa que eu penso que quero te assaltar?

Escolhi esse local
por causa da freguesia
por causa da pessoa que quero me tornar um dia

Visível invisível
vagabundo proletário
Agradeço pela esmola
mas desejo um salário

Hoje eu me entrego a essa sopa de pedras
memórias são historias, sentimentos lá pra trás
agora é fogo na lata e o resto nem lembro mais.

(poema publicado originalmente no blog Brendo Vieira e que, depois de virar música, em parceria com Victor Pium, se classificou para o VI Festival Canto Forte)

Vítor de Araújo


Natural de Belém (PA), chegou a Boa Vista com quatro anos de idade. Graduado em Letras/Inglês, é professor de Literatura e amante das literaturas brasileira, inglesa e americana. É autor do blog Leve Mediocridade.


estrelinha

Viro estrelinha
Enquanto não viro uma estrelinha.
Nesse tempo meu papa
Vende Pirulin da feira
(Brasileira)
No Sinal da Major o ilha
Com a Vil lhe rói

(poema de Vítor de Araújo publicado originalmente no blog Leve Mediocridade)

Vítor de Araújo foi um dos entrevistados do escritor Marcelino Freire no vídeo abaixo, do quadro Reverbera. 


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Gabriel Alencar: promessa literária que já começa a se cumprir
Literatura em Roraima: fazer coletivo

quinta-feira, 1 de março de 2018

Literatura para crianças em Roraima

Dois nomes são mais facilmente lembrados quando se fala em literatura para crianças produzida em Roraima: Aléxia Linke e Cristino Wapichana. No post de hoje, vamos falar deles dois, sim, e também de outros escritores que são protagonistas quando se trata de encantar a garotada com incríveis histórias e versos.

Aléxia Linke
Arquiteta e contadora de histórias, por muito tempo, foi a única escritora de livros para crianças em atividade em Roraima. Hoje, mora em Minas Gerais, sua terra natal. Enquanto esteve por aqui, escreveu as obras: O Arco-Íris Coloriu (1999), sua primeira obra; Ciranda dos Contos (2001); A Flor do Tepui (2004), que descreve o Monte Roraima; Turma do Lavrado (2005); Tangolomango da Massa (2005); Um e Outro (2007); e Tudo ao seu tempo - Catavento de Histórias (2010).

Cristino Wapichana
Natural de Boa Vista, Cristino Wapichana mora atualmente em São Paulo. É autor dos livros: A Onça e o Fogo (2009, Manole), Sapatos Trocados (2014, Paulinas), A Oncinha Lili (2014, Edebe) e A Boca da Noite (2016, Zit).

Sua mais importante e premiada obra é A Boca da Noite, menção honrosa em 2014 no Concurso Tamoios de Textos de Escritores Indígenas, da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ); melhor livro para crianças em 2017, prêmio também concedido pela FNLIJ; e terceiro lugar na categoria melhor livro infantil do 59ª Prêmio Jabuti, o mais importante da literatura brasileira. 

Além disso tudo, recentemente foi o único brasileiro entre os dez melhores livros infantis de 2017 do prêmio Peter Pan, da Suécia. A Boca da Noite também ganhou versões em sueco e dinamarquês.

Os mais crescidos provavelmente se lembram da coleção Ajuri (1987), um clássico da literatura roraimense, formado por seis livros publicados pelo MEC que contam lendas de Roraima: O Ajuri; Pedra Pintada; Macunaima; Cruviana; Tupã-Quem e Canaimé. 

Os livros foram escritos por Cecy Brasil, também autora do livro História, Lendas e Mitos de Roraima (1997), escrito em português, espanhol e inglês.

Também se aventuraram pela produção literária voltada às crianças Aimberê Freitas, Eliakin Rufino, Zezé Maku, José Vilela, Clotilho Filgueiras e Airton Vieira.

O poeta de água doce, Eliakin Rufino, tem três publicações para os curumins e cunhatãs: Escola de Poesia (1990), Brincadeira (1991) e Cavalo Selvagem (2016), todos livros de poemas. Este último é uma versão infantojuvenil do poema de mesmo nome, tombado como patrimônio cultural de Roraima.

Airton Vieira é autor de Coisinha Assim: um Livro sobre Coisinhas, Bichinhos e Pessoinhas (2005) e Clotilho Filgueiras, de Daniel Sapeca e o Diamante Azul do Tepequém (2012). Os livros de poemas Coisinha Assim e Cavalo Selvagem foram publicados por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura.

terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

A literatura de Roraima além das fronteiras da língua

Obras literárias de Roraima já ganharam versões em outros idiomas. Vamos falar de duas em especial. Se você souber de outras, cite-as nos comentários.

Os Bravos de Oixi
Gli eroi di Oixi, versão italiana de Os Bravos de Oixi: Índios em Luta pela Vida (Vozes, 1994), foi publicado em 1995. José Vilela assina a obra com o pseudônimo Vilela Montanha. 

Baseado em fatos reais, o livro conta a trágica história de uma comunidade dizimada pela ação violenta de não indígenas.

Entre outros livros, Vilela é autor também de Rapadura é Doce, Mas Não é Mole.

A Boca da Noite
De autoria de Cristino Wapichana, o livro literário mais premiado da história de Roraima foi traduzido para sueco e dinamarquês.

Com o título Nattens Mun, a versão em sueco de A Boca da Noite é a única obra brasileira entre os dez finalistas de 2017 do prêmio Peter Pan, concedido pelo IBBY (Conselho Internacional sobre Livros para Jovens), da Suécia, a um livro infantil ou juvenil de autor estrangeiro.


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quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

Literatura de cordel em Roraima

Tem cordel em Roraima? Tem sim, senhor!

No Brasil, a literatura de cordel é logo associada ao Nordeste. Mas no extremo Norte do País também é possível encontrar a arte de imprimir e vender histórias populares penduradas em cordéis, manifestação de origem portuguesa renascentista.

Xarute (centro), com Mestre Afonso e Cláudio Lavor, durante produção
do documentário Mestres dos Nossos Saberes. Foto: Lucy Ferraz
De acordo com o trabalho acadêmico Literatura de cordel no contexto roraimense, de Letícia Soares e Roberto Mibielli, o cordel começou a ser produzido em Roraima em 1992, com a história As Desventuras do Pobre, de Xarute. Mas a comercialização mesmo só teria começado por aqui em 2007.


Natural do Ceará, onde mora atualmente, quando vivia em Roraima, Xarute já foi até tema de documentário (Xarute – um olhar sobre o Cordel, dirigido por Cláudio Lavor e Márcio Sergino).

Entre os cordelistas de Roraima, podem ser citados também nomes como: Otaniel Mendes, Francelir Alves, Lindomar Bach, Aroldo Pinheiro, João Batista Fontenelle, Chiquinho Santos, Mestre Egídio, Ducarmo Souza, Evangelista Lima, Zanny Adairalba e Rodrigo de Oliveira. Abaixo, um pouco mais sobre alguns deles.

Otaniel Mendes

Maranhense, atualmente mora no Cantá (RR). Primeiro lugar na modalidade Interpretação, em 2006, em Roraima, no Concurso Sesi de Poesia (Conpoesi), é autor de cordéis como: A Vida de Cutião (2008) e Roraima Terra Bendita (2009).



Lindomar Bach
Artista visual e poeta, já lançou cerca de dez livros e divulgou seu trabalho em vários países da América latina, como a República Dominicana e o Haiti. Além de ter publicado Brasas Vivas, prepara o lançamento dos cordéis: Mecejana. Ontem, Hoje e Sempre; Nosso Lixo de Cada Dia; e Roraima! Terra que Amo. Essas três obras também serão ilustradas por Bach e publicadas no selo editorial Canto da Terra, criado pelo próprio escritor para lançar obras suas e de outros cordelistas.


Rodrigo de Oliveira 
Pernambucano, neto de poeta popular e irmão de cordelista, Rodrigo de Oliveira é professor de Ciências Biológicas da Universidade Estadual de Roraima (UERR), e estreou na literatura de cordel em 2008, em Roraima, com a história O Código Macunaíma – Encontro de Makunaima com Mário de Andrade (2008). É autor também de: O Inesquecível Monsenhor Lins (2008), Lavradeiro (2009), O ET de São João da Baliza (2009), O Encontro de Makunaima com Ajuricaba, Pelos Campos do Rio Branco (2010), O Encontro de Makunaima com o Trio Roraimeira (2010), Ao Nobre Evangelista, O Baile do Judeu, adaptado da obra de Inglês de Souza, e Cordel para Ensino de Botânica (2013). É autor do blog Ciência Cordel. Seus textos podem ser encontrados ainda no site Recanto das Letras.

Zanny Adairalba 
Pernambucana, Zanny Adairalba acumula em seu currículo diversos prêmios por suas criações poéticas e musicais. É autora da coleção de cordéis Bota pra Ler, com títulos como: Calango, o Almoço da Cerca; Eclipse, a Origem de Macunaima; Boa Vista, a Cidade que Nasceu de uma Paixão. No ano passado, foi a única de Roraima a ganhar o 5º Prêmio Culturas Populares, recebendo o título de mestra da cultura popular.


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terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

A diáspora da literatura de Roraima

Hoje eles vivem em outros pedaços de chão, mas levam na sua produção literária o gene de quem por anos tocou com os próprios pés a Terra de Makunaima.

Conheça alguns poetas, escritores e ilustradores cujo talento orgulha Roraima, mesmo à distância.

Lívia Milanez


Piauiense de nascença e roraimense de criação, recebeu prêmios literários já na adolescência: em concursos de contos contados da então Escola Técnica Federal de Roraima (hoje IFRR) e do Governo do Estado. Aos 14 anos, ficou em 2º lugar nacional no Concurso Literário “Escreva uma Carta a Caminha”, do Jornal do Commercio, de Pernambuco.


Autora do canal A Grande Desova e homenageada em 2015 pelo trabalho com o blog Resenhas do Prêmio Sesc de Literatura, lançou recentemente, com outros autores, em Brasília, onde mora e trabalha como analista de Relações Internacionais, o livro ‘Novena Para Pecar em Paz’ (2017, Penalux), com o conto ‘Um Caule de Mogno’.
Francisco Alves

Maranhense de nascença e roraimense desde criança, Francisco Alves ganhou prêmio literário nacional ainda jovem (classificou-se entre os três melhores do Concurso Nacional de Poesia, edição Cruz e Souza, em 2004), além de ficar em 1º lugar no Concurso de Poesia (Conpoesi), do Sesi-RR.


Ainda em Roraima, publicou o livro Poemas a Meia Carne (2008) e recentemente, morando em Brasília, onde faz Doutorado em Literatura, lançou Poemas Urbanóides (2017, Letras e Versos) e Ruídos Noturnos & Poemas do Esquecimento Vivo (2017, Letras e Versos).


Cristino Wapichana

Músico, cineasta e escritor, Cristino Wapichana representou Roraima em 2006 no Festival de Música Cidade Canção (Femucic), em Maringá (PR). Natural de Boa Vista, Cristino já morou no Rio de Janeiro e atualmente vive em São Paulo.

Venceu em 2007 o 4° Concurso FNLIJ/UKA Tamoios de Textos de Escritores Indígenas e recebeu menção honrosa em 2014. Neste mesmo ano, foi agraciado com a Medalha da Paz, do Movimento União Cultural, que em 2015, também lhe concedeu o Prêmio Litteratudo Monteiro Lobato. Em 2008 e 2014, foi indicado ao Prêmio da Ordem do Mérito Cultural da Presidência da República.

Publicou os livros: A Onça e o Fogo (2009, Manole), Sapatos Trocados (2014, Paulinas), A Oncinha Lili (2014, Edebe) e A Boca da Noite (2016, Zit).

Sapatos Trocados recebeu em 2015 o selo altamente recomendável da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ). Em 2017, a mesma entidade premiou também a obra A Boca da Noite, como melhor livro para crianças. No mesmo ano, esta publicação ficou ainda em terceiro lugar na categoria melhor livro infantil do 59ª Prêmio Jabuti, o mais importante prêmio literário do Brasil. Além disso tudo, recentemente Cristino Wapichana foi o único brasileiro entre os dez melhores livros infantis de 2017 do prêmio Peter Pan, da Suécia, com A Boca da Noite. Além do idioma sueco, esta obra também ganhou versões em dinamarquês.


Ina Carolina

Nascida em Boa Vista, atualmente vive em São Paulo. É escritora e ilustradora. Em 2015, lançou o quadrinho independente Apneia.

Junto com outros autores, Ina ganhou em 2017 o Prêmio Jabuti, na categoria Infantil Digital, com o livro Kidsbook Itaú Criança (2016, Agência África). Na obra, ela fez ilustrações para a história O Cabelo da Menina, escrita por Fernanda Takai, vocalista da banda Pato Fu. O livro também tem como autores: Marcelo Rubens Paiva e Alexandre Rampazo, Luis Fernando Verissimo e Willian Santiago, Adriana Carranca e Brunna Mancuso, Antonio Prata e Caio Bucaretchi.


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